Celistics quer entrar no mercado brasileiro de recarga para pré-pagos


O grupo espanhol Celistics pretende trazer para o Brasil a Movilway, uma de suas empresas, responsável por serviços de recarga de créditos para celulares pré-pagos e transações bancárias de baixo valor. Atualmente, a empresa possui 90 mil pontos de recarga na América Latina. De acordo com Jose Antonio Rios, CEO da Celistics, a meta é iniciar a operação no primeiro trimestre de 2015 e ampliar para 500 mil o número de pontos na região, sendo o Brasil responsável por 200 mil, até o final de 2018.

O foco do novo serviço será a população de baixa renda, especialmente pessoas ainda não-bancarizadas. Segundo Rios, as recargas da Movilway no México, por exemplo, “são de valores que variam entre US$ 1 e US$ 50”. O executivo explica que já há conversas com operadoras, mas nada foi definido. Além de possibilitar operações de baixo custo, a solução permitiria ainda recarga multiplataforma, na qual os créditos podem ser gastos entre linhas de diversas operadoras.

No exterior, a Movilway também é responsável por serviços de carteira eletrônica e microcrédito. Mas, no momento, estas opções não devem entrar no Brasil. “As operações de pagamento por celular são algo para o futuro, ainda não pensamos nisso aqui”, diz Rios. A empresa faturou ano passado US$ 850 milhões na América Latina oferecendo soluções próprias, incluindo equipamentos POS, para pequenos comerciantes.

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A Celistics, braço do grupo especializado na logística em telecomunicações para operadoras e fabricantes de celulares, se tornou este ano a principal distribuidora de SIM Cards do país, obtendo 30% do mercado. No anúncio realizado hoje (19), em São Paulo, Rios contou que terminará 2014 tendo comprado, vendido, transportado e segurado 60 milhões de SIM cards. E a tendência é ampliar a participação. “Os SIM cards, talvez não com este nome, estarão em grande parte dos equipamentos de M2M no futuro. Tudo se conectará com a rede e precisará desta tecnologia”, falou. A Celistics faturou, em 2013, US$ 200 milhões na América Latina.

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