CDMA continua apostando em seu crescimento no Brasil


A consulta pública que destina novas freqüências para a telefonia móvel no país, lançada esta semana pela Anatel, foi vista com muito bons olhos por Celedonio Von Wuthenau, diretor regional para América Latina do CDMA Development Group, pois irá permitir que essa tecnologia passe a ter cobertura nacional. “A Vivo vai continuar com o CDMA …

A consulta pública que destina novas freqüências para a telefonia móvel no país, lançada esta semana pela Anatel, foi vista com muito bons olhos por Celedonio Von Wuthenau, diretor regional para América Latina do CDMA Development Group, pois irá permitir que essa tecnologia passe a ter cobertura nacional. “A Vivo vai continuar com o CDMA e passará a contar, dentro em breve com a nossa tecnologia no país inteiro”, afirmou ele.

Cauteloso quanto ao anúncio da operadora, que pretende fazer o overlay de sua rede para a tecnologia GSM, (para Wuthenau, a empresa ainda não teria tomado a decisão, mas apenas iniciado os estudos dessa migração) Wuthenau alerta, porém, que a adoção do padrão europeu na freqüência de 850 MHz, onde já estão instalados o CDMA e o TDMA, não seria a melhor opção, já que, afirma, a convivência de tantos padrões na mesma freqüência poderá provocar a queda na qualidade dos serviços.

Segundo o executivo, a tecnologia CDMA continua em franca expansão no mundo e ele contesta os números de empresas de consultoria publicados pelo Tele.Síntese de que só haveria 24 milhões de assinantes de terceria geração usando a sua tecnologia.

Conforme Wuthenau, já existem em todo o mundo 250 milhões de usuários, mas ele inclui nessa base não apenas o CDMA 2000, como também os sistemas 1-X e EV-DO, que para muitos, seriam sistemas de segunda geração. E justifica: “A própria União Internacional de Telecomunicações definiu que o 1.X já é uma tecnologia de terceira geração.”

 Contesta ainda que algumas operadoras estariam migrando as suas redes para o GSM. Na Índia, por exemplo, a segunda maior operadora, que atua com o CDMA , só teria comprado freqüências de 1.8 GHz (do GSM) porque o governo não vende mais licenças para o CDMA. Na Coréia, afirma, as operadoras que atuam com a sua tecnologia também estariam adquirindo freqüências para a terceira geração GSM por determinação da política industrial do governo coreano, que quer estimular a fabricação de equipamentos de diferentes tecnologias, para ampliar as exportações.

Anterior Circular do MCT proibe dual boot
Próximos Lei de Informática às portas da Casa Civil