CCJ aprova PEC que elimina tributos sobre consoles e games feitos no Brasil


 

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou hoje, 6, texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51/2017. A PEC prevê isenção de impostos para consoles e jogos para videogame produzidos no Brasil. O texto seguiu para votação em Plenário, sem data para ser votado.

A proposta inclui “consoles e jogos para videogames produzidos no Brasil” no inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal. Esse dispositivo proíbe que União, estados, Distrito Federal e municípios instituam impostos sobre determinados segmentos, como templos religiosos, livros, jornais e CDs e DVDs nacionais.

Se for aprovada pelo Congresso Nacional, cidades e estados não poderão mais taxar esses produtos. A iniciativa partiu de sugestão legislativa, de iniciativa popular, acatada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O relator da proposta na comissão, Telmário Mota (Pros-RR), disse que a iniciativa não evidencia privilégio para um setor econômico, “mas sim o aproveitamento de oportunidade real para o desenvolvimento dos jogos eletrônicos, com o incremento do emprego, dos lucros e também da arrecadação”.

Pirataria

O texto  é um substitutivo do relator a sugestão legislativa apresentada por um cidadão. A sugestão original, feita por Kenji Amaral Kikuchi, do Rio de Janeiro, previa a redução dos impostos de 72% para 9% sobre todos os games. Kikuchi argumentou que o desconto reduziria a pirataria e incentivaria a produção nacional no setor. Em sua opinião, os jogos eletrônicos devem ser reconhecidos como uma forma válida de cultura, além de uma indústria que precisa ser desonerada da elevada carga de tributos para conseguir crescer e alcançar seu potencial.

A ideia recebeu o apoio de mais de 75 mil internautas no Portal e-Cidadania, site de participação social do Senado. Para tornar-se sugestão legislativa e ser analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (que decide se a sugestão será transformada em proposição legislativa, passando a tramitar no Senado), eram necessárias 20 mil manifestações favoráveis. Depois de virar PEC, a sugestão já recebeu apoio de mais de 145 mil internautas. (Com Agência Senado)

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2 Comments

  1. Reinaldo Canizza neto
    7 de agosto de 2019

    Esse projeto tinha tudo para atender a uma demanda das pessoas por jogos mais baratos, porém, foi destruído pelo senhor Telmário Mota. Esse projeto não atende a demanda das pessoas por jogos mais baratos, só visa o fomento do mercado nacional de games que não existe(é irrelevante no cenário nacional e internacional) os melhores títulos são internacionais os chamados AAA e simplesmente não estão incluídos na proposta(é continuar a pagar de 250-300 reais num lançamento) isso não vai mudar nem daqui 40 anos, já que brasileiro não sabe escrever roteiro.

    A única coisa boa dessa proposta se é que há alguma coisa é a redução nos preços dos consoles, se não cair ao preço do importado nem adianta o PL.

    Para esse PL valer algo, há se adicionar qualquer jogo. Os títulos AAA são todos estrangeiros, esse fomento ao setor nacional nada mais é algo que não faz parte da pauta do gamer brasileiro, é ver se esse lixo muda e atende aos desejos ou se isso passa e não serve a ninguém…

  2. Reinaldo Canizza neto
    7 de agosto de 2019

    O projeto original do Kikuchi era ótimo entendia que os jogos internacionais são relevantes no cenário mundial e brasileiro. Ninguém fica esperando um lançamento nacional, as pessoas esperam jogos internacionais como Sekiro, Shadow of the Tomb Raider, The Last of US II, no mercado norte-americano saem por 59,90 já aqui por 250-300 reais esse era e é a ideia original por atrás desse projeto do Kikuchi. Ai chega o burro do Telmário Mota e acaba com o projeto e o transforma num fomento da indústria nacional, e o pior é que tem um monte de babacas que aplaudem sem nem saber a merda que o Telmário fez… Entre aprovar isso e deixar como está eu preferiria deixar como está o mercado, realmente tem caras no congresso que estão lá destruir boas propostas e legislar verdadeiros elefantes brancos.