Notícias da categroia

Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Paulo Cunha, o PaCu, presidente da empresa no Brasil, acredita em um ano positivo para a operação local. Segundo ele, apesar de cenário macroeconômico incerto, o B2B tende a se manter estável ou crescer, enquanto o setor público está comprometido com regras que determinam taxas de investimento em segurança. Ele ressalta, ainda, que a empresa está capitalizada para fazer aquisições no país.

Líder na América Latina em sistemas de transmissão óptica, a brasileira Padtec deve, em três anos, chegar a um faturamento de R$ 1 bilhão, metade do qual gerado por vendas no mercado externo, inclusive nos Estados Unidos.

O conselheiro Rodrigo Zerbone, da Anatel, defende a necessidade urgente de se repensar o atual modelo de telecomunicações brasileiro, e dar um novo encaminhamento para as concessões de telefonia fixa (STFC). Para ele, quanto mais se aproxima o término do prazo das atuais concessões – 2025- mais se aumenta o incentivo para a redução dos investimentos de longo prazo. Isto porque, entende, o STFC está se tornando um serviço acessório, e começa a ser apenas uma aplicação do serviço de banda larga, para o qual em breve ninguém vai mais querer pagar.

A TM Data apostava no mercado brasileiro M2M desde 2005. Este ano, após a fusão com a Wyless, a WylessTMData continua otimista com este segmento, que cresce 15% ao ano.

Havendo consulta pública, empresa vai propor separação do tráfego gerado por humanos daquele gerado por máquinas. Segundo executivo, mercado de internet de todas as coisas deve movimentar US$ 4,9 trilhões, no mundo, apenas em contratações governamentais até 2024.

Com um novo produto, o Circuit, lançado no final de outubro, a empresa pretende agregar mais valor para os clientes, as grandes corporações. Segundo o CEO, Reinaldo Opice, a escolha pelos canais é permitir maior integração com os sistemas do cliente e atuar em diferentes verticais.

Dimitri Diliani afirma que as dificuldades enfrentadas pela empresa no começo da década ficaram para trás. Beneficiada pela expansão das redes de banda larga chinesa, empresa quer investir mais para ampliar presença na América Latina. O centro dessa expansão será o Brasil.

Este ano, a empresa deve faturar R$ 3 bilhões no Brasil (incluindo a receita de exportação para a região) e R$ 3,6 na América Latina. Um crescimento da ordem de 5%.

A NEC quer voltar a crescer. A meta é dobrar de tamanho em três anos, explica seu novo presidente Daniel Mirabile. Para isto, pretende ampliar a gama de produtos comercializados no segmento de telecom, e aposta nas femtocells e small cells para ampliar sua presença. Pragmática, a empresa voltará a fabricar no Brasil se o volume de vendas justificarem, explica o executivo.

As operadoras de telecomunicações precisam se reiventar, pois a voz acabou e um novo mundo de acesso à internet está sendo construído, defende Carlos López Blanco, diretor geral de Assuntos Públicos e Regulação e membro do Comitê Executivo da Telefónica.