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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Foto: Gleice Mere/MP

O secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Marcelo Pagotti, pensa em criar parâmetros de habilitação para as diferentes clouds e acha que a Administração Pública só deve contratar serviços e não mais licenças.

O secretário de Telecomunicações, André Borges, em entrevista ao Tele.Síntese, afirma que o plano de banda larga vai contar com o dinheiro da contrapartida do fim da concessão e dos TACs. E diz que essa contrapartida tem um preço, mas não está calcada no conceito do bem reversível como um visão patrimonialista. Tanto que, para ele, imóvel de concessionária já poderia ter sido vendido há muito tempo.

A holandesa Irdeto busca no Brasil não só proteger os conversores das TVs a cabo, mas também o conteúdos dos programadores locais, a exemplo do que faz com os grandes estúdios de Hollywood. A empresa já protegeu e codificou nos Estados Unidos e Canadá mais de 16 milhões de set top boxes e já codificou mais de 25 modelos de conversores europeus diferentes.

Empresa começa a operar dois cabos submarino no Brasil em 2017 e 2018, que estima ocupar com demanda de provedores locais e de empresas do Oriente Médio e da Ásia. Em seu projeto mundial, vê como concorrentes as grandes operadoras Telefónica e Telecom Italia, além das especializadas, como a Level 3.

Quem lê a frase acima, que dá o título à entrevista, pode achar ou que o executivo enloqueceu, que não entende nada de telecom, ou que a situação mudou rápido demais com a saída da Grã-Bretanha da União Europeia e só a Nextel percebeu isso. Mas não é nada disso. Ao longo dessa entrevista, o leitor vai constatar que, sob a gestão de Francisco Valim, a quinta operadora de celular brasileira embora tenha licença para operar em todo o país, resolveu focar sua atuação nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, área de atuação igual a do Reino Unido.

CTO de rede fixa da fabricante defende guinada rumo ao vídeo 4K por parte das provedoras de banda larga fixa, de olho no conteúdo ao vivo. Empresa adota método de aferição de qualidade de rede para a nova resolução e constata: nenhuma operadora no mundo tem a infraestrutura necessária para o vídeo do futuro.

Rafael Guimarães, presidente da Hughes, está bastante otimista com o futuro do segmento satelital no Brasil, apesar o atual momento econômico. Isso porque, explica, são projetos de longo prazo, e até 2019 já estão contratados investimentos de R$ 18 bilhões pelo setor. Essa forte movimentação ocorre, explica, com o advento da nova tecnologia de banda larga Ka, que permitiu grande redução de custos, fazendo com que os satélites se tornassem alternativas competitivas para a oferta de internet rápida em áreas de pouca infraestrutura terrestre. Em julho, sua empresa lança o primeiro serviço, para atuar nas “bordas” das grandes e pequenas cidades brasileiras.

Marcio Tiago, responsável pelos negócios no país, conta que a operadora árabe de satélites prevê investir US$ 200 milhões no Brasil para botar em pé projeto de conectar residências próximas a grandes centros urbanos.

A secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento perdeu a Logística no ano passado para fortalecer o foco na TI. E o seu secretário, Cristiano Heckert, já tem muito o que fazer na implementação da política de governança digital, que passou a ser estabelecida pela Presidência da República. Essa política está baseada em três pilares – serviços públicos digitais, acesso à informação e participação social – com o objetivo final de o brasileiro entrar nos portais do governo e resolver todas as suas demandas sem precisar se deslocar para qualquer posto estatal.

Carla Belitardo, nova vice-presidente de estratégia da fabricante sueca, enxerga benefícios para todo o setor com mudanças no regime público. Expectativa para resultados da empresa é de estagnação em 2016 no Brasil.