Notícias da categroia

Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Kalpak Gude, presidente da Dynamic Spectrum Alliance, não acredita no sucesso de concessão perpétua de espectro e pede o não licenciamento, ou regulação leve, sobre uma parte maior das frequências usadas no mundo. A entidade, que tem como membros Google, Facebook e Microsoft, defende o uso de tecnologias que permitam a ocupação automatizada das bandas, diminuindo as faixas de uso exclusivo.

A GSMA – maior organização do mundo móvel – irá apresentar no seu Congresso de Barcelona, que ocorrerá este ano no final de fevereiro, uma proposta para a eliminação das assimetrias regulatórias entre os serviços de telecomunicações e os fornecidos pelas OTTs, como o WhatsApp. Segundo Sebastián Cabello, diretor da GSMA para a América Latina, esse estudo trará proposta diferenciadas para cada um dos países latino-americanos.

Lançamento dos satélites SES-10 e SES-14, este último, brasileiro, vai ampliar a capacidade da constelação que atende as Américas da operadora. Objetivo é crescer em segmento tradicionais, como o broadcast, no qual a migração do sinal de TV SD para HD ainda caminha, e, principalmente, abocanhar o segmento de banda larga em aviões.

O Serpro resolveu utilizar sua enorme base de dados para empacotar diferentes produtos e serviços que acompanhem as políticas públicas e atendam a necessidades dos cidadãos. E em pouco tempo a empresa irá lançar cada vez mais novos produtos e serviços, afirma a sua presidente, Gloria Guimarães.

Para o futuro presidente da Telefônica, o projeto de médio prazo é acelerar a digitalização da empresa e a oferta de serviços digitais. E isso requer conectividade de muito boa qualidade, para onde devem continuar a ser canalizados os investimentos, na rede móvel 4G e na fibra.

O presidente da associação, Erich Rodrigues, afirma que vem trabalhando junto ao MCTIC e à Anatel para manter atualizadas a lista de cidades cobertas com infraestrutura de fibra óptica. Teme que, com nova lei, grande operadoras possam receber subsídios, criando desequilíbrio competitivo, para entrar em cidades onde já há provedores locais com rede de fibra.

Foto: Gleice Mere/MP

O secretário de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Marcelo Pagotti, pensa em criar parâmetros de habilitação para as diferentes clouds e acha que a Administração Pública só deve contratar serviços e não mais licenças.

O secretário de Telecomunicações, André Borges, em entrevista ao Tele.Síntese, afirma que o plano de banda larga vai contar com o dinheiro da contrapartida do fim da concessão e dos TACs. E diz que essa contrapartida tem um preço, mas não está calcada no conceito do bem reversível como um visão patrimonialista. Tanto que, para ele, imóvel de concessionária já poderia ter sido vendido há muito tempo.

A holandesa Irdeto busca no Brasil não só proteger os conversores das TVs a cabo, mas também o conteúdos dos programadores locais, a exemplo do que faz com os grandes estúdios de Hollywood. A empresa já protegeu e codificou nos Estados Unidos e Canadá mais de 16 milhões de set top boxes e já codificou mais de 25 modelos de conversores europeus diferentes.

Empresa começa a operar dois cabos submarino no Brasil em 2017 e 2018, que estima ocupar com demanda de provedores locais e de empresas do Oriente Médio e da Ásia. Em seu projeto mundial, vê como concorrentes as grandes operadoras Telefónica e Telecom Italia, além das especializadas, como a Level 3.