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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Foto: Gleice Mere/MP

O Ministério do Planejamento já definiu o modelo de contratação da nuvem pública do governo federal. Segundo o secretário de Tecnologia de Informação do ministério, Marcelo Pagotti, na próxima semana, será lançado o edital de licitação para a contratação de um broker. Esse broker terá que vir com dois fornecedores de nuvem diferenciados. E o governo busca com essa contratação, que, pelas suas projeções, deverá estar concluída até julho, ganhar em agilidade na oferta de serviços digitais ao cidadão. Prepara também uma nova contratação dos serviços de telecomunicações, para acabar com o pagamento por tipo de ligação pelo celular (local, VC1; longa distância interestadual VC2; e longa distância nacional VC3). Ele nega os rumores que circulam há dois dias de que estaria demissionário.

Para José Félix, presidente da Claro Brasil, que reúne Claro, Net e Embratel, 2018 tende a ser melhor que o ano anterior, mas o clima eleitoral traz um cenário de polarização que o preocupa. Mesmo assim, vê alguns sinais melhoria dos indicadores econômicos. Nesta entrevista ao Tele.Síntese, ele diz que é preciso buscar um novo modelo de negócios para expandir a rede de TV paga para cidade menores, avalia que a concentração do mercado na telefonia móvel seria salutar e comenta sobre as preferências do cliente.

A partir de 2018, com a inauguração do cabo SACS, que liga Angola ao Ceará, e do data center, localizado em Fortaleza, ambos, previstos para o primeiro semestre, o Brasil passa a ser prioridade para a operadora de cabo submarino, tanto quanto o continente africano. É o que revela, nesta entrevista, seu CEO, António Nunes.

Cleber Soares - Diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa. Foto: Gustavo Porpino

Braço de pesquisa, desenvolvimento e inovação do MAPA, a Embrapa vem desenvolvendo uma série de atividades de estímulo a startups para o desenvolvimento de projetos voltados ao uso das TICs na agropecuária. Um deles é dedicada à Internet das Coisas, com a aplicação de sensores para o monitoramento da cultura do café.

Aumenta a demanda por soluções FTTH e de fibra óptica para data centes. Corning estima que ao menos 5 milhões de casas receberão fibra até 2020, no Brasil. Até o terceiro trimestre, fabricante já havia registrado receita superior à obtida em todo o ano de 2016 no país.

Osvaldo Di Campli, novo vice-presidente para a América Latina da Nokia, conta que a empresa está se reposicionando para atender mais ao setor público, de transportes, e até de seguros. “Mais do que ser simplesmente um fornecedor de tecnologia, estamos com a estratégia de parceria para atacar certos segmentos verticais”, afirma.

Pierre Marty, vice-presidente de Vendas e Marketing da OFS, unidade de fibra óptica da antiga Lucent adquirida pela Furukawa, não tem dúvidas de que a próxima geração de telefonia celular, a 5G, vai demandar mais fibra, em função tanto do hábito de consumo de conteúdo do internauta como da topologia da rede. Ele também acredita que o aumento da demanda por vídeo, inclusive no âmbito das corporações, e as aplicações especializadas de Internet das Coisas (IoT) vão continuar a exigir a existência de data centers físicos, fora da nuvem, o que também vai continuar consumindo infraestrutura óptica.

Alex Inglês, diretor geral da BT Brasil, afirma que, ao menos enquanto durar o processo no Cade, as grandes operadoras ficarão inibidas de se juntar para concorrer com empresas menores. Executivo comenta, ainda, o impacto do SGDC sobre o valor da capacidade satelital no Brasil e o desafio de recompor resultados com o fim dos contratos com os Correios.

A Finep vai, pela primeira vez, em sua história, financiar a demanda por equipamentos. E começa essa iniciativa por produtos de TIC e telecom. Márcio Girão, diretor de Inovação, detalha aqui o programa, que foi anunciado este ano na Abrint. A instituição tem mais de R$ 600 milhões para emprestar em condições bem vantajosas a qualquer empresa que quer comprar bens enquadrados na portaria 950 do MCTIC. Em outra frente, vai alocar outros R$ 400 milhões para tirar sstartups do “vale da morte” e delas se tornar sócia.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, já negocia com os principais fabricantes de aparelhos para vender os celulares em todas as agências da empresa. E em seu plano de reestruturação, para acabar com o prejuízo de mais de R$ 2 bilhões ainda neste ano, pretende reposicionar a empresa para o competitivo mercado de encomendas.