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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong

{mosimage}A tendência no mundo das comunicações é a convergência, sendo que o carro chefe desta será a banda larga. O tráfego de dados aumenta exponencialmente na rede, e novas tecnologias, com e sem fio, começam a ser implementadas, para aumentar a eficiência e velocidade das conexões. Duas  são as principais tecnologias para esse novo perfil de consumo: o WiMAX e o LTE (Long Term Evolution, na sigla em inglês), que é uma evolução a longo prazo da tecnologia HSPA (High Speed Package Access). Há espaço para as duas alternativas em todo o mundo, explica José Geraldo de Almeida, gerente de novos negócios da Motorola.

{mosimage}Um dos artífices da privatização das telecomunicações, Renato Guerreiro, presidente da Anatel na época e hoje consultor da área, faz um balanço altamente positivo da reestruturação do setor, promovida há dez anos. Em sua opinião, os objetivos traçados foram alcançados, com exceção da competição na telefonia fixa local, que não se materializou. Ele defende as mudanças em curso do marco regulatório, mas considera a separação de empresas uma bobagem, e apóia a criação da supertele genuinamente nacional. Para o futuro, prevê maior atenção do governo para o conteúdo que trafega nas redes de telecomunicações.

Foto: Divulgação Ancine

{mosimage}Para a Ancine (Agência Nacional do Cinema) a aprovação do PL 29 representa o estabelecimento, pelo Congresso Nacional, de um novo marco regulatório para o setor, que deve levar em conta o fato de o processo de convergência digital envolver duas  camadas de serviços: a de telecomunicações e a camada de audiovisual. Para atender a  essas duas frentes, o marco regulatório tem que ser flexível, defende Manoel Rangel Neto, diretor-presidente da Ancine.

{mosimage}A Embratel, que fechou 2007 com receitas de R$ 8,625 bilhões, investe a cada ano, desde que a Telmex assumiu seu controle, R$ 1,5 bi. Este ano, os investimentos deverão chegar a R$ 2 bilhões. Para o presidente da operadora, José Formoso, o desafio da empresa é usar todas as novas tecnologias disponíveis – CDMA, IP, WiMAX, DTH – para chegar à última milha, ou, ao usuário final, com diferentes serviços – voz, dados ou vídeo. Para o executivo, as mudanças regulatórias devem manter a competição existente no mercado, e precisam ser isonômicas.  

{mosimage}Com um crescimento recorde, de 76%, no último trimestre, puxado pelo mercado corporativo e pela implantação das redes 3G, a Cisco do Brasil se prepara para iniciar seu ano fiscal, em agosto, com novos investimentos no país. Seu presidente, Pedro Ripper, revela que o Brasil será, entre os países do BRIC (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia e China), o que receberá mais recursos neste ano, com o lançamento do programa específico para incentivar o empreendedorismo.

{mosimage}Fechado o acordo com as teles para levar o ponto de presença da banda larga a todos os municípios, a meta, agora, é democratizar o acesso à última milha, informa, nesta entrevista, Rogério Santanna, secretário de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento.

{mosimage}O presidente da Abrafix, José Fernandes Pauletti, defende a criação da bolsa-telefone, com parte dos recursos do Fust, para subsidiar as assinaturas dos telefones de escolas, postos de saúde, delegacias ou prefeituras. Em junho, encerra seu mandato à frente da Telebrasil, entidade que assumiu em dezembro para conduzir a transição à nova diretoria. 

{mosimage}A nacional ClearTech, que já responde pelo processamento mensal de cerca de 5 bilhões de CDRs (Registro de Detalhes da Chamada), tem um novo desafio: implementar a portabilidade numérica no país em praticamente seis meses. A tarefa, no entanto, abre novas perspectivas de negócios para a empresa, que está acompanhando a definição dos processos regulatórios de portabilidade nos países da América Latina. Nesta entrevista, o  presidente da empresa, Jorge Pacca (foto), e seu vice-presidente comercial, Marcos Bellotti, falam também dos planos de IPO.

{mosimage}O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), entende que a aprovação do PL 29 é importante para todos os setores: sociedade, operadoras e emissoras de TV. E analisa: "os radiodifusores se beneficiarão imediatamente do projeto, pois, com ausência de regras, vencerá o mais forte, e o segmento que não tem o controle da infra-estrutura, estará fadado ao fracasso". 

{mosimage}O lançamento da Embratel em escala nacional e o prometido edital de venda de freqüências de 3,5 GHz são duas razões que levam José Geraldo de Almeida, gerente de novos negócios da Motorola, a apostar que este é o ano do WiMAX no Brasil. E a empresa já prepara novos lançamentos, inclusive para atender de maneira mais barata o mercado residencial e de PMEs.