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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


O presidente da Anatel, Juarez Quadros, disse ao Tele.Síntese, que em maio entrega ao TCU uma revisão do TAC da Telefônica, com reavaliação das cidades atendidas com base em estudo de “efetiva concorrência”. Diz também que o questionamento do tribunal na fusão BrOi será respondido em 60 dias, e que não há risco de reversão da fusão, devido à recuperação judicial.

O presidente da Cisco do Brasil, Laércio Albuquerque, aposta que a empresa vai crescer dois dígitos em seu ano fiscal que termina em agosto, de novo. Ele faz essa projeção depois que colocou a filial brasileira na primeira posição como aquela que mais entregou e lucrou no ano passado. Para o executivo, a nova era da “conectividade IoT ” exige junção de três plataformas – da própria conectividade, da segurança e da colaboração.

O presidente dos Correios, Guilherme Campos , afirma que a privatização da empresa nunca foi cogitada por ele ou pelo ministro Kassab ou pelo governo. Mas a sua recuperação, defende, depende da redução dos custos do monopólio, que para ele, o mais grave continua a ser o plano de saúde dos empregados, que consome R$ 1,8 bilhão por ano. Espera que o TST julgue a demanda ainda em março.

Foto: Gleice Mere/MP

O Ministério do Planejamento já definiu o modelo de contratação da nuvem pública do governo federal. Segundo o secretário de Tecnologia de Informação do ministério, Marcelo Pagotti, na próxima semana, será lançado o edital de licitação para a contratação de um broker. Esse broker terá que vir com dois fornecedores de nuvem diferenciados. E o governo busca com essa contratação, que, pelas suas projeções, deverá estar concluída até julho, ganhar em agilidade na oferta de serviços digitais ao cidadão. Prepara também uma nova contratação dos serviços de telecomunicações, para acabar com o pagamento por tipo de ligação pelo celular (local, VC1; longa distância interestadual VC2; e longa distância nacional VC3). Ele nega os rumores que circulam há dois dias de que estaria demissionário.

Para José Félix, presidente da Claro Brasil, que reúne Claro, Net e Embratel, 2018 tende a ser melhor que o ano anterior, mas o clima eleitoral traz um cenário de polarização que o preocupa. Mesmo assim, vê alguns sinais melhoria dos indicadores econômicos. Nesta entrevista ao Tele.Síntese, ele diz que é preciso buscar um novo modelo de negócios para expandir a rede de TV paga para cidade menores, avalia que a concentração do mercado na telefonia móvel seria salutar e comenta sobre as preferências do cliente.

A partir de 2018, com a inauguração do cabo SACS, que liga Angola ao Ceará, e do data center, localizado em Fortaleza, ambos, previstos para o primeiro semestre, o Brasil passa a ser prioridade para a operadora de cabo submarino, tanto quanto o continente africano. É o que revela, nesta entrevista, seu CEO, António Nunes.

Cleber Soares - Diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa. Foto: Gustavo Porpino

Braço de pesquisa, desenvolvimento e inovação do MAPA, a Embrapa vem desenvolvendo uma série de atividades de estímulo a startups para o desenvolvimento de projetos voltados ao uso das TICs na agropecuária. Um deles é dedicada à Internet das Coisas, com a aplicação de sensores para o monitoramento da cultura do café.

Aumenta a demanda por soluções FTTH e de fibra óptica para data centes. Corning estima que ao menos 5 milhões de casas receberão fibra até 2020, no Brasil. Até o terceiro trimestre, fabricante já havia registrado receita superior à obtida em todo o ano de 2016 no país.

Osvaldo Di Campli, novo vice-presidente para a América Latina da Nokia, conta que a empresa está se reposicionando para atender mais ao setor público, de transportes, e até de seguros. “Mais do que ser simplesmente um fornecedor de tecnologia, estamos com a estratégia de parceria para atacar certos segmentos verticais”, afirma.

Pierre Marty, vice-presidente de Vendas e Marketing da OFS, unidade de fibra óptica da antiga Lucent adquirida pela Furukawa, não tem dúvidas de que a próxima geração de telefonia celular, a 5G, vai demandar mais fibra, em função tanto do hábito de consumo de conteúdo do internauta como da topologia da rede. Ele também acredita que o aumento da demanda por vídeo, inclusive no âmbito das corporações, e as aplicações especializadas de Internet das Coisas (IoT) vão continuar a exigir a existência de data centers físicos, fora da nuvem, o que também vai continuar consumindo infraestrutura óptica.