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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Para Ian Fogg, analista da OpenSignal, 5G ainda não está madura, mas já entrega velocidades e estabilidade superiores que o 4G nos países onde foi implantada. Segundo ele, usar a banda de 3,5 GHz pode ser a solução para trazer a quinta geração ao país sem ter de implantar novas antenas.

O satélite da Telebras estará com toda a sua capacidade ocupada no final do próximo ano, afirma seu diretor comercial, Helcio Vieira. A diretoria defende um outro aparelho não só pela questão comercial – a vinda da 5G- como também pelo risco de não poder contar com um back up.

O assessor especial do Ministério da Economia, Afif Domingos, diz que se estuda um prazo de dois anos para a validade das regras das agências reguladoras e demais órgãos, enquanto uma comissão fiscalizadora avalia a necessidade ou não de reeditá-las.

A previsão consta de cronograma acertado para substituir a Lei de Informática até 31 de dezembro, com a possível troca de incentivos fiscais do IPI e outros tributos por outras alternativas, como programa de crédito, segundo Henrique de Oliveira Miguel, coordenador de Estímulo ao Desenvolvimento de Negócios Inovadores do MCTIC.

Ítalo Nogueira, novo presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, defende menos imposto para investimento em startups e que entes públicos, a exemplo de Serpro e DataPrev, não disputem o mercado privado

Responsável pelo IX.br diz que instabilidades registradas no final de 2018 foram superadas e que o investimento desse ano será maior para tornar o sistema mais robusto.

A operadora virtual, uma MVNE, que usa a rede da TIM, expandiu sua base em 600% em 2018 e pretende chegar ao final de 2019 com 1,5 milhão de clientes e R$120 milhões de receita. Entre as MVNOs que usam sua rede estão Correios Celular, Magazine Luiza, Algar Telecom Celular e Century Link.

Para o secretário adjunto de Governo Digital, o mercado tem capacidade de absorver o crescimento da demanda por meio de contratos e parcerias

Para Francisco Camargo, regulamentação precisa endereçar muitas questões, e ainda assim, legislação pode ser prejudicial a pequenas e médias empresas.

O CEO da Claro Brasil, José Félix, acredita que a assimetria regulatória setorial, para estimular o surgimento das pequenas empresas de acesso à internet por banda larga, acabou criando dois tipos de consumidores- aqueles das grandes cidades, que podem escolher entre diferentes ofertas, mas que têm inúmeras proteções, e aquele das cidades pequenas, que só têm uma oferta, e mesmo assim não têm qualquer proteção de atendimento ou de qualidade.