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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


Luiz Alexandre Garcia, que migra para o comando da holding Algar, acredita que a 5G só irá avançar a contento no país se a Anatel mudar as regras de destinação do espectro, que exige hoje uma licença de telecomunicações. Ele defende que as empresas dos diferenciados segmentos, como uma mineradora ou um hospital, possam também ocupar as frequências da 5G para atender as suas necessidades de conexão.

Para Edvaldo Santos, diretor do Centro de P&DI da Ericsson no Brasil, o maior desafio atual colocado pelo desenvolvimento da tecnologia 5G é a implementação do fatiamento de rede nativo. Ele acredita que até o final de 2019, o desenvolvimento do network slice, onde cada fatia de rede é alocada a uma aplicação com suas demandas específicas, estará pronto.

Juarez Quadros deixou a presidência da Anatel com a certeza de que fortaleceu a agência resgatando os recursos necessários para sua atuação. Mas se ressente da falta de iniciativas dos poderes Executivo e Legislativo para fazer avançar as redes de banda larga no país.

Os casos de uso é que irão conectar a 5G e não a tecnologia por si só, avalia Mayuko Tatewaki, gerente geral da Divisão de Soluções para Provedores de Serviços da Nec

Sandro Mendonça, da agência reguladora de Portugal, afirma que o compartilhamento da infraestrutura com outros segmentos econômicos, como energia elétrica e estradas, é desafiador para todos os reguladores.

Coordenador global de vendas de sistemas wireless da Intracom Telecom, que tem entre seus focos de atuação a comunicação fixo-wireless, o engenheiro Panagiotis Dallas diz que a 5G é um grande guarda-chuva de tecnologias, onde o que está pronto é a parte de acesso.

Empresa chamou CTO da Samsung Mobile para liderar divisão de IoT, está contratando, e acaba de lançar chips para tornar os dispositivos mais inteligentes na ponta da rede.

O gerente geral de WiFi Comunitário da Viasat na América Latina, Kevin Cohen, diz nessa entrevista quais são as prioridades da empresa na parceria com a Telebras: atender ao Gesac, instalar WiFi comunitário, levar banda larga para as residências e chegar ao ar.

Oi tem 20% do mercado, enquanto os provedores regionais estão com 18%. Basílio Perez, presidente da Abrint, descarta adesão em massa dos associados ao programa Internet para Todos, do MCTIC.

A tecnologia de quinta geração vai oferecer, no início, apenas velocidade mais alta, de 10 GB. “O que já é muito bom”, alega Roberto Medeiros, diretor sênior de Produtos da Qualcomm. Mas ela promete muito mais, avisa.