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Entrevistas

A opinião de especialistas e profissionais de peso no mercado de telecomunicações, tecnologia e também em regulamentação. Em formato ping-pong


O diretor-geral da Nokia no Brasil acredita que as operadoras de telecom brasileiras irão seguir caminhos diferentes na adoção da 5G. Uma usará a tecnologia para fortalecer a banda larga fixa, outra se especializará no mercado corporativo e mais uma, no consumidor final. E prevê a atuação forte de outros segmentos industriais nesse ecossistema.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson do Brasil, defende uma guinada na política de TIC brasileira, para que destine os incentivos fiscais, em forma de crédito, para o software, e não mais para o hardware. Para ele, a política tem que inserir o Brasil no mercado global. Com fabricação local da maioria dos produtos de telecom que vende, não teme tão pouco a redução do Imposto de Importação, mas espera que aconteça de forma escalonada.

Para Ian Fogg, analista da OpenSignal, 5G ainda não está madura, mas já entrega velocidades e estabilidade superiores que o 4G nos países onde foi implantada. Segundo ele, usar a banda de 3,5 GHz pode ser a solução para trazer a quinta geração ao país sem ter de implantar novas antenas.

O satélite da Telebras estará com toda a sua capacidade ocupada no final do próximo ano, afirma seu diretor comercial, Helcio Vieira. A diretoria defende um outro aparelho não só pela questão comercial – a vinda da 5G- como também pelo risco de não poder contar com um back up.

O assessor especial do Ministério da Economia, Afif Domingos, diz que se estuda um prazo de dois anos para a validade das regras das agências reguladoras e demais órgãos, enquanto uma comissão fiscalizadora avalia a necessidade ou não de reeditá-las.

A previsão consta de cronograma acertado para substituir a Lei de Informática até 31 de dezembro, com a possível troca de incentivos fiscais do IPI e outros tributos por outras alternativas, como programa de crédito, segundo Henrique de Oliveira Miguel, coordenador de Estímulo ao Desenvolvimento de Negócios Inovadores do MCTIC.

Ítalo Nogueira, novo presidente da Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, defende menos imposto para investimento em startups e que entes públicos, a exemplo de Serpro e DataPrev, não disputem o mercado privado

Responsável pelo IX.br diz que instabilidades registradas no final de 2018 foram superadas e que o investimento desse ano será maior para tornar o sistema mais robusto.

A operadora virtual, uma MVNE, que usa a rede da TIM, expandiu sua base em 600% em 2018 e pretende chegar ao final de 2019 com 1,5 milhão de clientes e R$120 milhões de receita. Entre as MVNOs que usam sua rede estão Correios Celular, Magazine Luiza, Algar Telecom Celular e Century Link.

Para o secretário adjunto de Governo Digital, o mercado tem capacidade de absorver o crescimento da demanda por meio de contratos e parcerias