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Negócios

O que acontece nas empresas e entre as empresas de telecomunicações e tecnologia.

As teles acenam que mantêm o compromisso assumido, de fazer o depósito do principal, que significa centenas de milhares de reais, desde que a área econômica deixe de aplicar a correção de 25% estabelecida sobre essa taxa. Na avaliação de diferentes interlocutores do governo, será muito difícil convencer a área econômica a voltar atrás nesse reajuste. Até porque, não foi a única correção implementada e poderia pressionar outros setores.

A concessionária usa os dados oficiais do IBGE apurados na PNAD para consolidar sua convicção de que o maior problema do Brasil para assegurar a universalidade do acesso à sociedade do conhecimento não é a falta de cobertura da rede, mas sim a escassez de renda. Dos 66 milhões de domicílios urbanos e rurais que existem hoje no país, 52% simplesmente não têm qualquer acesso à banda larga (móvel ou fixa). Dessas 34 milhões de residências que não têm banda larga, quase 15 milhões (ou exatas 14,6 milhões ) que estão localizadas em centros urbanos congregam famílias com renda domiciliar menor do que dois salários mínimos. Somadas às residências rurais também sem banda larga, há um universo de 23 milhões de casas com baixo potencial de comprar o serviço.

A crise econômica e a mudança do modelo de negócio, com o aumento do uso de mensagens instantâneas, levaram ao desligamento de 12 milhões de pré-pagos em dezembro. A esses dois fatores, um conjuntural e outro estrutural, somou-se a limpeza da base, para evitar o pagamento da taxa do Fistel sobre clientes inativos.

O bloqueio judicial do aplicativo WhatsApp por algumas poucas horas revelou o que já se sabia – a importância do aplicativo de mensagens instantâneas, muito amigável, para os usuários brasileiros. Se as teles pensavam em reagir contra a concorrência das mensagens de voz do WhatsApp, que consideram não isonômica, podem colocar as barbas de molho. …

Em novembro, todas as celulares lançaram suas novas ofertas, com pacotes simplificados. Oi e TIM acabaram com o chamado “efeito comunidade”. Vivo e Claro mantiveram tarifas diferenciadas para falar com outras operadoras, mas cortaram os preços. E todas elas ampliaram o volume de dados em seus planos pré e pós-pago, porque sabem que o acesso à internet é bem essencial para o cliente.

Para enfrentar a crise, as operadoras investiram em controle de custos, reviram processos, cortaram subsídios e focaram em clientes de maior renda. As medidas de redução de consumo de energia, adotadas por todas, compensaram em parte o aumento agressivo e inesperado, que só neste ano já superou os 35%. O aumento da inadimplência foi sentido mais pela Vivo, mas as medidas de proteção da base já começaram a dar resultados. Tanto Vivo como TIM mantiveram os investimentos programados, da mesma ordem ou superiores aos do ano anterior, a Oi, porém, reduziu investimentos.

Quanto mais se taxa os velhos serviços de telecomunicações que ficam no Brasil, mais atraentes ficam os serviços das OTTs, todos com sedes “na nuvem” e, por isto, imunes aos exagerados impostos cobrados das empresas aqui instaladas. Nas últimas semanas, muitos estados aumentaram ICMS de TV por assinatura e acesso à internet. Em outra frente, o governo federal limitou os gastos com o celular. Esses dois movimentos deverão aumentar a procura pelos serviços dessas empresas de conteúdo na internet.

A aprovação, nesta segunda-feira, 20, da venda da PT pela União Europeia, é mais um degrau ultrapassado pela Oi na construção de seu novo caminho. Até outubro, acreditam seus principais executivos, a operadora brasileira terá concretizado a intenção de pulverizar seu capital e transformar o conselho de acionistas em um fórum que delibera por maioria, e não mais por acordo de acionistas, que “amarrava” o voto dos controladores. Com a conclusão da venda de seu principal ativo fora do país, a Oi tira o foco do financeiro e volta-se para o posicionamento estratégico e melhoria operacional.

A troca do sistema de gestão da equipe em campo, somada às greves de terceirizados, fez a Oi mergulhar nas reclamações na Anatel nos índices de instalação e reparo da telefonia fixa e banda larga, entre meados de 2013 e meados de 2014. A partir de agosto de 2014, a operadora começou a se recuperar.

Conforme relatório da Anatel, a implementação será feita em 8 etapas. A burocracia estatal terá que fazer um enorme esforço para se atualizar na internet e migrar para o novo sistema de endereçamento, o IPV6.