Carteiros e senadores de oposição se unem por CPI dos fundos de pensão


O rombo de R$ 5,6 bilhões no fundo de pensão dos empregados dos Correios dá mais munição para a instalação da CPI dos fundos de pensão, que já foi aprovada, mas que ainda não foi instalada. Hoje em audiência pública os senadores Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e Ronaldo Caiado (DEM/GO), com uma ruidosa claque dos funcionários da estatal, voltaram a defender a abertura da CPI.

A representante da atual diretoria do fundo de pensão, o Postalis, Maria Auxiliadora da Silva, confirmou, durante a audiência. que a carteira líquida do fundo “é bastante heterodoxa para um plano saudável”. Ela afirmou, no entanto, que o rombo foi gerado no período de 2005 a  2011.

Ela disse que, do total deste déficit, pelo menos R$ 3,59 bilhões são de origem financeira (ou de má aplicação dos recursos) enquanto outros R$ 2,1 bilhões são originários do aumento atuarial (aumento expectativa de vida, entre outros).

Maria Auxiliadora falou ainda que o TAC assinado com os funcionários dos Correios e o governo, para sustar a cobrança de 25% do salário para cobrir o rombo, foi feito para que a gestão do fundo consiga recuperar o máximo desses recursos. Entre as iniciativas, ela disse que já ganhou, em primeira instância, a disputa com um dos maiores administradores de recursos do mundo, o BNYMello, que deveria investir 80% do dinheiro aplicado em títulos da dívida brasileira. Sem autorização do Postalis, afirmou ela,  este banco trocou o investimento em títulos da dívida da Argentina e da Venezuela, o que gerou prejuízo de R$ 371,1 milhões, dos quais R$ 250 milhões já foram resgatados pelo Postalis em primeira instância.

A associação dos Profissionais dos Correios – Adcap- quer a destituição imediata da diretoria do fundo e o fim da ingerência “político-partidária” dos fundos.

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