Carrefour adere ao comércio eletrônico e se prepara para o MVNO


O Carrefour aguarda apenas a regulamentação, pela Anatel, so serviço de operador virtual (MVNO) para entrar nesse mercado no Brasil. "Estamos esperando a evolução das regras da Anatel", afirmou hoje o diretor-superintendente do Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, durante coletiva de imprensa realizada para anunciar a entrada do grupo no comércio eletrônico. Na Europa, o Carrefour …

O Carrefour aguarda apenas a regulamentação, pela Anatel, so serviço de operador virtual (MVNO) para entrar nesse mercado no Brasil. "Estamos esperando a evolução das regras da Anatel", afirmou hoje o diretor-superintendente do Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, durante coletiva de imprensa realizada para anunciar a entrada do grupo no comércio eletrônico. Na Europa, o Carrefour oferece serviços de voz e dados, pela modalidade MVNO, há mais de três anos e, além da França, atua nesse mercado na Espanha, na Bélgica e na Polônia. Pueyo, no entanto, evitou fazer outros comentários sobre a atuação do grupo como operador virtual na Europa, alegando que as regras são diferentes em cada um dos países, e não quis antecipar detalhes dos planos para o Brasil.

O diretor de tecnologia e processos do Carrefour, Ney Santos, informou que a plataforma implementada pela empresa para atuar em comércio eletrônico já está pronta para o próximo passo, que é a evolução para mobile commerce. A plataforma Web usa sistema operacional Linux, roda em equipamentos de rede Cisco e banco de dados Oracle e ficará hospedada no data center da IBM, que é também a integradora.

Investimentos

Os investimentos na plataforma online foram de R$ 50 milhões, e fazem parte de um total de R$ 2,5 bilhões que serão investidos no país em 2010/2011, em ampliação de lojas e unidades de serviços. Somente este ano a meta é inaugurar 70 novas lojas no país e até 2011 a rede estará presente em todo território nacional — hoje tem operações em 19 Estados.

"Brasil e China são os países foco do grupo e os investimentos serão feitos sem limitações", assegurou Pueyo. O Brasil foi o primeiro país da América Latina e entre os emergentes a ter o negócio na modalidade e-commerce. Segundo o diretor-superintendente, a plataforma implementada no Brasil servirá de exemplo para a adoção de lojas online do Carrefour em outros países da região.

Pueyo admitiu que a rede francesa está atrasada em sua iniciativa de aderir ao comércio eletrônico. "Não fizemos antes porque tínhamos outras prioridades", justificou. Sua meta é estar na lista dos cinco maiores operadores de comércio eletrônico no Brasil até 2011. A loja virtual do Carrefour atenderá todo o território nacional. O grupo não informou quanto pretende aumentar na receita com as vendas olnline. Segundo Pueyo, o faturamento no Brasil deve manter o ritmo de crescimento, entre 15% e 16% ao ano.

Portal

O portal online do Carrefour foca as vendas online em três pilares: produtos, serviços e informações/conteúdo. Inicialmente, o portal vai ofercer nove categorias de produtos: eletroeletrônicos, informática, eletrodomésticos, telefonia, eletroportáteis, beleza e saúde,  cine e foto, utilidades domésticas e cama, mesa e banho. No lançamento, traz 15 mil itens e até o final deste ano a expectativa é que estejam disponíveis mais de 80 mil itens para o consumidor. Pelo portal, o consumidor também poderá contratar serviços, como de instalação técnica de eletroeletrônicos ou de help desk para aparelhos de informática.

Nova marca

A entrada do Carrefour no comércio eletrônico coincide com a campanha do novo posicionamento da marca. Segundo o diretor de marketing da companhia, Rodrigo Lacerda, a nova campanha pretende mostrar ao público "o tamanho e a solidez da operação brasileira". Ele destacou que os investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2011 resultarão numa rede de 750 lojas e unidades de serviço no país, com as marcas Atacadão, Carrefour, Carrefour Bairro e Dia%. 

Anterior Portabilidade completa um ano com 5,2 milhões de pedidos
Próximos A massificação da banda larga exige política pública