Carapinheiro: E se fosse com a internet?


Rudinei Santos Carapinheiro, diretor de novos negócios da Skylane Optics Brasil.

 

A greve dos caminhoneiros no final de mês de maio deixou secos milhares de postos de combustível em todo o Brasil. Com isso, limitou ao extremo a liberdade de ir e vir de também milhares de proprietários de veículos, que embora paguem seus bens e seus impostos, foram cerceados no seus direitos fundamentais.

Realizar diversas atividades do dia a dia parecia um cenário apocalíptico, pois o impacto veio rápido e diretamente na forma de desabastecimento de alimentos, interrupção das entregas industriais, falta de recursos nos hospitais e fechamento de escolas.

E se fosse com a internet?

Em um mundo onde WhatsApp, Netflix, Facebook e e-mail são ferramentas presentes no dia a dia de milhões de pessoas, ficar sem internet durante 24 horas seria ainda mais crítico que a falta de combustível durante dez dias. Sites de comércio eletrônico perderiam milhões de transações, bilhões de mensagens não seriam enviadas, aviões não decolariam, cirurgias não seriam realizadas, a indústria ficaria parada e bancos quebrariam.

Como a dependência da internet é de 100%, o caos aconteceria poucos minutos após a parada. E a internet não é inviolável. Existem cyber ataques, terrorismo, hackers mal-intencionados, rompimento de cabos submarinos que transportam grandes volumes de dados entre continentes que causariam interrupções significativas ao desconectar uma parte do mundo de outra.

Mas a maioria das interrupções não duraria muito. Os provedores de serviços de internet e as empresas que fabricam equipamentos  têm planos de contingência para colocar as coisas em funcionamento novamente se ataques inesperados acontecerem. Estamos tão acostumados a ter uma conexão à internet que mesmo as interrupções curtas causam um grande impacto na nossa vida pessoal e profissional. Por isso, cada provedor de internet, data center e empresa com aplicações críticas devem priorizar a escolha de  produtos e equipamentos que possam assegurar o funcionamento das operações mesmo com falta de energia e outros fatores não controláveis. E é por isso que é importante entender a importância de uma rede bem estruturada com equipamentos confiáveis e suporte às operações.

Assinar um contrato de produtos e serviços com um valor mais baixo do mercado nem sempre assegura um bom negócio. No caso do mercado de telecomunicações, as redes de fibra óptica necessitam de transceptores ópticos para funcionar e a proliferação da computação em nuvem e da digitalização das empresas gera mais demanda por datacenters. Por isso, a qualidade e a capacidade de transmissão precisam ser garantidas para evitar a perda provocada por alguns minutos sem internet.

*Rudinei Santos Carapinheiro – diretor de novos negócios da Skylane Optics Brasil.

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3 Comments

  1. feio hein
    18 de junho de 2018

    A única coisa que o Carapinheiro quer é a ajudinha basica do estado para seu negócio. Quer obrigar homologação de transceptores ópticos para barrar a entrada de competidores chineses , americanos, e outros.
    Feio hein…

  2. 21 de junho de 2018

    Ter um produto certificado e homologado por uma agência do setor não fecha mercado algum, apenas inibe a oferta no mercado de produtos que não seguem os standards internacionais, podendo assim causar danos não só a prestação dos serviços pelos provedores e até mesmo perdas financeiras aos seus clientes.

    Exemplo disto seria o mercado de switches, muitos dos quais importados mas que antes de serem vendidos no mercado os mesmos são homologados por laboratórios certificados pela Anatel.

  3. Thaise
    21 de junho de 2018

    adorei a forma como foi aplicada o tema!