Canal Brasil contesta associação de produtores independentes


Ao contrário do que alega a APBA (Associação das Produtoras Brasileiras de Audiovisual), que enviou carta ao Ministério da Cultura e à Anatel pedindo o cumprimento da Lei de veiculação de produção independente nacional, prevista na Lei do Cabo, o Canal Brasil (citado pela APBA na carta como um veículo que descumpre a lei) esclarece …

Ao contrário do que alega a APBA (Associação das Produtoras Brasileiras de Audiovisual), que enviou carta ao Ministério da Cultura e à Anatel pedindo o cumprimento da Lei de veiculação de produção independente nacional, prevista na Lei do Cabo, o Canal Brasil (citado pela APBA na carta como um veículo que descumpre a lei) esclarece que sempre atuou regularmente, de acordo com a lei vigente. Segundo a APBA, o Canal Brasil "cometeu infrações" ao exibir produção própria e de produção estrangeira.

Em carta enviada a este noticiário, o Canal Brasil informa que desde 1999, quando foi credenciado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, tem "empunhando a bandeira da produção brasileira independente, através de 24 horas diárias de programação". Nesse período, destaca, exibiu mais de 2.800 filmes de curta, media e longa metragens e cerca de 7.500 horas de programação produzida por mais de 150 produtores brasileiros independentes, além de ter recuperado mais de 600 títulos, hoje, revitalizados e exibidos por outras televisões públicas e privadas do país.

Na carta, a direção do Canal Brasil esclarece ainda que foi notificado – e já respondeu formalmente – pela Secretaria do Audiovisual da instauração de um processo administrativo com base numa denúncia feita pela sra. Tereza Trautman, proprietária de um canal concorrente, por ter feito uma única exibição do filme Estado de Sítio, do cineasta greco-francês Costa Gavras, no contexto da Mostra "Um Certo Olhar Francês no Brasil", composta por 12 clássicos do cinema francês, em homenagem ao Ano da França no Brasil. A iniciativa, do próprio Ministério da Cultura, foi custeada pelo canal, "sem nenhum tipo de patrocínio", diz a nota.

"Para concluir, gostaríamos de ressaltar que o Canal Brasil adquire e produz o seu conteúdo integralmente no país, sem gozar de nenhum dos incentivos fiscais que hoje privilegiam os diversos canais estrangeiros que ocupam a nossa televisão com uma programação produzida no exterior, com custos amortizados pela distribuição internacional intensiva", finaliza.

Anterior Intelig vai usar rede da Eletropaulo para oferecer banda larga em SP
Próximos Amdocs adquire a MX Telecom