Canais digitais para TVs universitárias dependem de espectro, diz Minicom.


A pretensão das TVs comunitárias e universitárias de obterem canais digitais com largura de banda de 6 MHz cada um somente poderá ser examinada daqui a alguns anos, quando as emissoras começarem a devolver os canais analógicos, com prazo final previsto para 2016. É o que informou o consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo …

A pretensão das TVs comunitárias e universitárias de obterem canais digitais com largura de banda de 6 MHz cada um somente poderá ser examinada daqui a alguns anos, quando as emissoras começarem a devolver os canais analógicos, com prazo final previsto para 2016. É o que informou o consultor jurídico do Ministério das Comunicações, Marcelo Bechara, no II Fórum Nacional de TVs Públicas, que acontece até amanhã, em Brasília.

Bechara disse que não há espectro para atender as reivindicações das emissoras, mas disse que elas poderão ser beneficiadas pelos canais públicos, o da Educação, no caso das universidades, e o da Cidadania, para as comunitárias. “Nós fizemos um esforço enorme para obter espectro para os quatro canais públicos, além da TV Senado, TV Câmara e TV Justiça, e isso só foi possível porque o sistema de compressão do padrão japonês, adotado pelo Brasil, permitiu a liberação dos canais entre os números 60 e 69”, explicou.

Para os representantes das TVs públicas, além do espectro, falta vontade política para facilitar a migração dos canais universitários e comunitários para o sistema digital. No caso das TVs educativas, a transição é garantida. Depois de aprovado o projeto técnico, o Minicom tem 18 meses para consignar o canal. O problema, nesse caso, é o custo de migração do sistema analógico para digital, avaliado em mais de R$ 10 milhões.

A transição para canais digitais permitirá que emissoras universitárias e comunitárias passem a ter suas programações transmitidas em TV aberta, o que hoje é impossível. Essas emissoras são transmitidas por TV a cabo.

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