Camilo Caliz: Uma revolução se aproxima.Vem aí a VoLTE


A voz continua a ser uma respeitável demanda global no que diz respeito à América Latina. O serviço de Voz e SMS já alcançam 81% da população, o que significa que a demanda nesta “onda” de tecnologia e os ecossistemas de voz sobre LTE estão crescendo rapidamente.

Camilo Caliz - Diretor de Serviços de Comunicação da Ericsson (foto: divulgação)
Camilo Caliz – Diretor de Serviços de Comunicação da Ericsson (foto: divulgação)

Quando as pessoas falam sobre as redes LTE, também conhecidas como 4G, referem-se principalmente a dados, ou melhor, dados de alta velocidade. E não é à toa. Afinal, o serviço é uma tecnologia “all-IP” (tudo em IP), que aproveita ao máximo a troca eficiente de pacotes de dados para fazer o download de arquivos de texto, vídeos e imagens em alta velocidade.

Muitas operadoras já começaram a implementar o LTE apenas como um serviço de dados. No entanto, quando se trata dessa tecnologia, não devemos nos referir a ela somente como a próxima geração de banda larga móvel, mas também como a mais recente geração de serviços de comunicação de voz.

Isso poderia ser uma surpresa para alguns, uma vez que os serviços de voz estão sendo vistos globalmente como um negócio em queda livre – já que estão sendo substituídos por aqueles amplamente oferecidos pelas Over-The-Top (Viber, WhatsApp e WeChat) que, ironicamente, só existem graças às HSPA e mais ainda às redes de próxima geração.

O mais importante a se destacar é que a voz continua a ser uma respeitável demanda global no que diz respeito à América Latina. O serviço de Voz e SMS já alcançam 81% da população, o que significa que a demanda nesta “onda” de tecnologia e os ecossistemas de voz sobre LTE estão crescendo rapidamente.

Em um estudo realizado pela Ericsson, observa-se que o número de minutos de voz no mundo aumentou em dois dígitos percentuais em 2012 e 2013. Portanto, enquanto a rede LTE é usada pelas operadoras como uma fonte de renda – ao mesmo tempo em que possibilita os serviços OTT –, ela também representa, e de forma exemplar, um método adicional para as operadoras competirem e colaborarem entre elas, com o qual se pode criar e oferecer novos serviços.

Com isso, tal colaboração está gerando a criação de um novo ecossistema de serviços de comunicação com tecnologias como voz sobre LTE (VoLTE) – combinadas com outros emergentes, como Rich Communication Suite (Suite Enriquecida de Comunicação ou RCS) e Web Real Time Communications (Web em Tempo Real ou WebRTC).

Deve ficar claro que a construção, distribuição e expansão dos serviços de voz sobre redes de nova geração são uma parte fundamental das redes móveis de próxima geração e que isso não é feito de um dia para o outro. Atualmente, existem cerca de 300 redes LTE prontas, previstas para entrar em operação em 128 países até 2017, quase o dobro do número de redes ativas hoje – o que mostra que a comunicação pessoal atual tornou-se mais sofisticada em um espaço de tempo relativamente curto e segue em constante evolução.

*Camilo Caliz, Diretor de Serviços de Comunicação da Ericsson para a América Latina

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