Câmara temática vai definir projetos de IoT para cidades


Foto: Pedro França/Agência Senado

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações instala, nesta quinta-feira, 5, a Câmara Temática que vai apontar diretrizes, definições e indicadores para projetos de Internet das Coisas para Cidades. O colegiado é parte do Plano Nacional de IoT, efetivado em junho, e que prevê ações nas áreas de saúde, indústria e agricultura, além de cidades.

A Câmara será lançada em parceria com o Ministério de Desenvolvimento Regional e ao MCTIC caberá as tarefas de definir padrões, integrar os atores envolvidos e operacionalizar a implementação dos programas. A informação é do diretor do Departamento de Inclusão Digital da Secretaria de Telecomunicações do ministério, Wilson Wellisch, que participou, nesta quarta-feira, 4, de audiência pública no Senado sobre cidades inteligentes.

Wellisch disse que, paralelamente, o MCTIC está formatando o programa de implantação de infraestrutura para cidades inteligentes, que vai substituir o de Cidades Digitais, implantado desde 2012. O novo formato prevê que empresas de telecomunicações implantem e explorem as redes, já que o modelo anterior, que permitia a instalação de infraestruturas por construtoras, por exemplo, deu problemas. Tanto é assim que, das 339 cidades projetadas, apenas 160 foram concluídas.

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O diretor disse que o programa em elaboração é baseado nos padrões de cidades inteligentes formulados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que abordam aspectos econômico, sociais, culturais e ambientais. O nível para se considerar uma cidade inteligente vai definir que projeto vai ser destinado para cada município.

Para isso, a RNP e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer estão desenvolvendo um sistema que vai avaliar o grau de inteligência de cada cidade. Wellisch afirmou que os recursos para cidades inteligentes virão dos orçamentos dos ministérios e de recursos do BNDES, que terá uma linha específica para isso.

Antenas

O presidente executivo do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari disse que cidades inteligentes garantem mais qualidade de vida para os cidadãos. Porém, alerta que para isso é preciso de infraestrutura de telecomunicações, de antenas, cujos pedidos de instalação aguardam até cinco anos nas prefeituras. “Atualmente, as operadoras têm quatro mil solicitações em espera que representam R$ 2 milhões de investimentos e 45 mil empregos”, afirmou.

Já o representante da Telebras, Daniel Laguna, a estatal conta com um backbone com 32 mil km e um satélite geoestacionário com capacidade de cobrir todo o Brasil, que são infraestruturas de suporte às políticas públicas de banda larga. Segundo ele, por meio do programa Gesac, quase 11 mil pontos de acessos já foram instalados e beneficiados dois milhões de estudantes da área rural, com internet de alta capacidade.

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