Cai número de TV aberta, paga e por parabólica em 2017


Em 2017, cai o número de lares com televisão no Brasil, como mostra a PNAD Contínua de TIC, divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (20). Entre os 70,4 milhões domicílios particulares permanentes do país, 3,3% não havia televisão. Esse percentual era de 2,8% em 2016. A parcela de domicílios que tinha televisão de tela fina subiu de 65% para 69,7% e a que tinha televisão de tubo caiu de 44,9% para 38,9%. Em 57,8% dos domicílios havia somente televisão de tela fina e em 27%, somente televisão de tubo.

A pesquisa mostra que, dos 68,1 milhões de domicílios com televisão, 79,8% tinham conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital de televisão aberta, ainda que não o estivesse captando. Em 2016, essa taxa era de 71,5%. Nos domicílios com televisão, o percentual dos que tinham este aparelho com conversor que já recebia sinal digital de televisão aberta cresceu de 57,3% (2016) para 66,6% (2017).

De 2016 para 2017, caiu de 10,3% (6,9 milhões) para 6,2% (4,2 milhões) a parcela dos domicílios que não tinham nenhuma das três condições de acesso ao sinal digital de televisão aberta (conversor, antena parabólica ou serviço de televisão por assinatura). Em área urbana, a queda foi de 10,5% (6,1 milhões) para 6,1% (3,6 milhões), e em área rural, de 9% (794 mil) para 6,8% (598 mil). Entre as grandes regiões, os maiores percentuais foram no Norte (11,3%) e no Nordeste (8,1%), tanto em área urbana como rural.

Parabólica

O percentual de domicílios com televisão que tinham recepção por antena parabólica caiu de 34,8% para 32,5%, na área rural caiu de 73,1% para 70,5% e na urbana, de 29,0% para 26,9%.

No país, de 2016 para 2017, o percentual de domicílios que utilizavam a recepção do sinal de televisão por meio de antena parabólica também recuou de 29% para 26,9%, nos domicílios da área urbana, e de 73,1% para 70,5%, nos da área rural.

TV paga

Já o serviço de televisão por assinatura era utilizado em 32,8% dos domicílios com televisão em 2017 e em 33,7% em 2016. Em área urbana, esse percentual variou de 36,9% (2016) para 35,6% (2017) e, em área rural, subiu de 11,7% (2016) para 14,1% (2017).

Entre os domicílios sem televisão por assinatura, 55,3% não o adquiriam por considerá-lo caro e 39,8%, por não haver interesse pelo serviço, enquanto somente 1,6% não adquiriu por não estar disponível na área em que se localizava.

 

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