Caem lucro, receita e investimento da Oi no primeiro trimestre


Queda de 13% nos lucros, que foram de R$ 227 milhões, em relação ao mesmo período de 2013. Queda na receita líquida de 2,3%, apurando um total de R$ 6,9 bilhões e grande redução dos investimentos, onde o Capex foi de R$ 1,208 bilhão, 29% menor do que o mesmo período do ano passado.

A Oi divulgou hoje de madrugada o seu resultado operacional do primeiro trimestre do ano, e registrou queda de 13% nos lucros, que foram de R$ 227 milhões, em relação ao mesmo período de 2013. Também apresentou queda na receita líquida de 2,3%, apurando um total de R$ 6,9 bilhões e grande redução dos investimentos, onde o Capex foi de R$ 1,208 bilhão, 29% menor do que o mesmo período do ano passado. O Ebitda (fluxo de caixa) teve um substancial aumento devido a venda das torres de celular, no final do ano passado, que contribuíram com R$ 1,3 bilhão para o valor total de R$ 2,9 bilhões, com margem de 43%.

Conforme a empresa, a queda nos lucros se deu principalmente devido ao aumento da contribuição do imposto de renda, contribuição social e resultado financeiro. E a diminuição do Capex foi motivada, principalmente pela renegociação de contratos e diminuição do número de fornecedores. O Opex também diminuiu 4,8%, para R$ 5,167 bilhões.

A dívida líquida, de R$ 30, 291 bilhões aumentou 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado, mas caiu 3,3% em relação ao último período do ano.

A queda nas receitas foi provocada, explica a empresa, principalmente pela redução da tarifa de uso de rede, impactando as receitas dos segmentos de mobilidade pessoal, corporativo e PMEs. A operadora ressalta que aumento 3,6% a receita do celular, sustentada por maior uso de dados e volume de recarga, enquanto a receita com aparelhos caiu 23% no mesmo período.

Serviços

A base de clientes de telefonia fixa no segmento residencial da Oi foi de 11,556 milhões ao final do 1T14, com desconexões líquidas somando 827 mil linhas fixas, uma queda de 6,7% em comparação ao 1T13.

A Oi encerrou o 1T14 com 5, 277 milhões de clientes de banda larga fixa no segmento residencial, aumento de 0,5% e 0,4% na comparação com o 1T13 e o 4T13, respectivamente. A penetração da banda larga fixa da Oi em residências que possuem produtos Oi atingiu 45,7%, 1,7 p.p. acima dos 44,0% registrados no 1T13 e 1,5 p.p. acima dos 44,2% do 4T13.

A base de TV paga atingiu 828 mil UGRs, queda de 1,1% em relação ao 1T13 e praticamente estável em relação ao 4T13 (-0,1%). O desempenho é resultado direto das iniciativas focadas na qualidade das vendas, além da limpeza de base ocorrida no 4T13, da reestruturação dos canais de venda e, predominantemente, dos menores esforços comerciais nos dois últimos trimestres para o relançamento da oferta de Oi TV ocorrido em fevereiro, com veiculação de mídia em março deste ano. O relançamento ocorreu após a implementação de uma nova plataforma utilizando o satélite SES-6, contratado em 2013.

Na telefonia móvel, a  receita líquida alcançou R$2,2 bilhões no 1T14, um decréscimo de 6,5% no comparativo com o 1T13, impactado pela redução das tarifas da VU-M e menor receita de vendas de aparelhos, parcialmente compensado pela expansão das receitas de clientes.

 A  Oi informa que continua a focar no segmento pré-pago, dadas as suas características intrínsecas, tais como escala, custos muito baixos de aquisição de clientes, nenhum custo com emissão de fatura e cobrança, inexistência de inadimplência e impacto favorável no capital de giro. A sua base de pré-pago é de 41,41 milhões de usuários e a de pós pago, de 6,791 milhões de clientes.

 

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