Cadeia audiovisual tem linha de R$ 175 milhões no BNDES


Foi ainda em 2003 que a instituição começou a lidar com o segmento audiovisual, por considerar as atividades econômicas relacionadas um setor estratégico para o país, do ponto de vista da geração de emprego (160 por cada R$ 1 milhão investidos), renda e divisas, conta Sérgio Sá Leitão, assessor da presidência do banco para assuntos …

Foi ainda em 2003 que a instituição começou a lidar com o segmento audiovisual, por considerar as atividades econômicas relacionadas um setor estratégico para o país, do ponto de vista da geração de emprego (160 por cada R$ 1 milhão investidos), renda e divisas, conta Sérgio Sá Leitão, assessor da presidência do banco para assuntos de cultura. De então para cá, foi lançado o PróLivro, depois veio o financiamento da construção de salas de cinema, e, ao longo desse tempo, o amadurecimento da massa crítica do banco na área resultou na criação, em junho, do Departamento Econômico da Cultura.

“Fomos absorvendo as experiências das iniciativas anteriores para definir os planos de ação e a montagem da equipe”, diz ele, acrescentando que as atividades do departamento vão se estender a mais duas áreas, além da audiovisual, a primeira delas: música e indústria editorial. O Programa de Apoio à Cadeia Audiovisual será oficialmente lançado em meados de outubro, com orçamento de R$ 175 milhões até o final de 2008. Mas, avisa Sá Leitão, se houve demanda, a destinação pode aumentar. Podem ser solicitados  financimentos para produção, distribuição/comercialização, exibição e infra-estrutura. Condições? “As melhores do BNDES”, garante ele. Os recursos envolvidos são reembolsáveis através de financiamento, participação em empresas (via BNDESPar), além do Funcine e outros fundos de investimento em cinema.

Como se trata de um segmento que lida com um bem intangível (a produção audiovisual), os ativos envolvidos são de difícil valoração. Ou seja, as empresas, em geral de pequeno porte, têm dificuldade para apresentar garantias reais. Para resolver o problema, foi aberta a possibilidade de utilização de uma “cesta de garantias”, que inclui a vinculação do financiamento a um contrato de recebíveis, isto é, a títulos a receber, além de fiança pessoal e fiança bancária, por exemplo. Em outras palavras, as garantias foram “flexibilizadas”.

Mesmo antes do lançamento do programa, estão em análise cinco operações para financimento da área audiovisual e a meta, para este ano, segundo Sá Leitão, é financiar pelo menos três. Quanto ao programa de financiamento para indústria de música, será lançado em fevereiro, uma semana antes do carnaval, em Recife, onde se realizará a Feira de Música Brasil.

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