Cade libera joint venture entre Hughes e Yahsat


A superintendência-geral do Cade aprovou a formação da joint venture entre a Hughes, subsidiária do grupo estadunidense Echostar, e a Yahsat, operadora de satélite do fundo de investimentos árabe Mubadala. O aval foi publicado hoje, 2, o Diário Oficial da União.

Ambas as empresas operam no mercado de banda larga satelital e anunciaram em maio a união dos negócios no Brasil. A nova empresa será controlada pela Hughes, enquanto a Yahsat terá 20% de participação no capital social. Todos os serviços de comunicação ofertados pela EchoStar e pela Yahsat no Brasil serão combinados e detidos pela pela joint venture.

A nova empresa vai atuar em todo o território nacional no fornecimento de serviços de conectividade à internet de banda larga para consumidores e pequenas empresas; serviços de comunicação para clientes corporativos e organizações governamentais, e serviços de comunicação por atacado para outras prestadoras de telecomunicações.

A Hughes atua no Brasil na prestação de serviços de comunicação, utilizando capacidade satelital alugada de terceiros (em diversas faixas de frequência, como banda Ka, Ku, C e L). O faturamento do Grupo EchoStar no Brasil em 2018 não é revelado pelo Cade, mas segundo o órgão superou R$ 75 milhões.

A Yahsat, por sua vez, usa o satélite próprio Al-Yah 3, que ocupa posição orbital brasileira desde o ano passado. Utiliza dois teleportos, localizados em Hortolândia e Jaguariúna, cidades do interior paulista, para controlar o equipamento em órbita.

Ganho de escala

As empresas argumentam que a união possibilita a existência de um veículo por meio do qual Hughes e Yahsat poderão combinar seus ativos para ganhar escala e, como resultado, competitividade para aumentar a concorrência no mercado de serviços de comunicação no Brasil, especialmente no varejo, no mercado de SCM para consumidores residenciais e pequenos negócios. Juntas, terão 0,5% do mercado de banda larga fixa do país e carteira com cerca de 157 mil clientes – o mercado total de banda larga (SCM) tem 31,4 milhões de assinantes.

A superintendência-geral do Cade não enxergou riscos à competição nem concentração de mercado na maioria das cidades onde vendem seus produtos. Nas cidades onde uma ou outra lideram, o baixo poder aquisitivo da população limita a expansão e monopolização do mercado.

“Esta SG entende que a presente operação não tem o condão de fechar os mercados verticalmente relacionados e tampouco gera concentração horizontal que possa gerar efeitos deletérios à concorrência e, em última instância, ao consumidor”, concluiu o órgão. As empresas ainda aguardam a aprovação da Anatel.

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3 Comments

  1. Epifanio
    4 de setembro de 2019

    Sou cliente da Hughesnet há mais de 2 anos e digo uma coisa: a qualidade do serviço caiu muito neste último ano, estava a espera da Yahsat ficar disponível em minha cidade para testá-la, agora já vi que ambas vão se aproveitar da situação e oferecer um serviço ruim e caro por falta de competição. Parabéns CADE! Empresas e lucros em primeiro lugar, os clientes não importam mesmo.

  2. Bruno Tilp
    4 de setembro de 2019

    Tenho internet da Yahsat é só os 3 primeiros que ficou boa,depois ficou péssima, vamos ver se vai realmente melhorar essa parceria da duas empresas, espero que sim,

  3. JOAOSOM
    8 de outubro de 2019

    Usuários de internet via satélite precisa ler manual de instruções, saber utilizar o plano de franquias de dados, pois mesmo quando acabar sua franquia você não ficará sem internet porém ficara mais lenta.