BTG volta a especular sobre possível fusão entre Oi e TIM


O negócio envolveria a capitalização da Oi pelo fundo russo, e a fusão com a operadora italiana, desde que houvesse “uma revisão do marco legal das telecomunicações” e se apontasse para o “futuro das concessões no Brasil”. Ou seja, quase nada.

O banco BTG Pactual, de André Esteves, que estava há alguns meses parado, sem fazer qualquer especulação sobre uma possível fusão da Oi com alguma empresa de telecomunicações (operação para a qual foi contratado,) voltou aos jornais apostando mais uma vez na fusão entre a Oi e a TIM.

Conforme notícias no jornal Valor Econômico, o banco teria procurado o fundo LetterOne, do bilionário russo Mikhail Fridman, para aportar recursos na concessionária brasileira. Ao mesmo tempo, estaria conversando com a operadora italiana para a fusão das duas empresas. O bilionário declarou recentemente que teria US$ 16 bilhões para investir em empresas de tecnologia e petróleo. A capitalização da Oi seria uma condição para qualquer novo sócio ingressar na empresa e, segundo o banco, o fundo não teria interesse de se tornar o único controlador das operações, podendo dividir participação com outro ou outros sócios.

A Oi acabou de anunciar a sua bem sucedida pulverização e troca de ações ordinárias por preferenciais, o que deu um movimento de alta em seus papeis.A Oi tem uma dívida bruta de R$ 51 bilhões e líquida de R$ 34,6 bilhões e tem um valor de bolsa de menos de R$ 3 bilhões. A ideia do ano passado, de fatiamento da TIM, para a compra pelas três operadoras aqui instaladas – Vivo, Claro e Oi – foi sepultada principalmente pela desistência da Vivo, depois que comprou a GVT e que, agora, só teria interesse pela Direct TV/Sky, caso seja colocada à venda pela AT&T.

Mas, conforme o noticiário, uma das condições para essa fusão, seria a “revisão do marco legal de telecomunicações ” e o futuro das “concessões no Brasil”. Ou seja, mudanças muito grandes que sequer ainda têm uma sinalização de como serão tratadas pelo ministro recém empossado.

 

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2 Comments

  1. Vagner Ornelas
    7 de outubro de 2015

    O pior de tudo isso, é que se juntar todas elas (Tim, Oi, Vivo e Claro) não dá uma operadora decente, pois todas elas tem falhas de cobertura, atendimento péssimo e descaso total com os clientes. Basta uma falar que vai cortar a internet ao final da franquia que todas as outras fazem a mesma coisa, são todas iguais. Se tivesse uma operadora que realmente fosse excepcional, os smartphones Dualchip não fariam tanto sucesso no Brasil.

  2. Eder Alves Miranda
    22 de outubro de 2015

    Creio que esse passo para a Oi será de extrema importância. É Triste ver todas as operadoras evoluindo no 3G e 4G enquanto a Oi fica para trás. Pena que essa decisões são demoradas mas creio que seja o melhor caminho tanto para a Tim quanto para a Oi. Juntas irão se tornar a Maior operadora do Brasil e com grande potêncial para brigar com a Claro e a Vivo. Hoje os clientes da Oi estão a ver navios em relação a tecnologia e cobertura.