BrT pisa no acelerador da convergência


Florianópolis – Ao enfatizar a importância da convergência, a operadora da região 2 do Plano Geral de Outorgas não está brincando em serviço, a considerar o conjunto de iniciativas que vem tomando para empacotar cada vez mais serviços multimídia ao seu cliente. Depois de sair na frente com o seu Único, telefone fixo (em casa) …

Florianópolis – Ao enfatizar a importância da convergência, a operadora da região 2 do Plano Geral de Outorgas não está brincando em serviço, a considerar o conjunto de iniciativas que vem tomando para empacotar cada vez mais serviços multimídia ao seu cliente. Depois de sair na frente com o seu Único, telefone fixo (em casa) e móvel (na rua), está pedindo informações aos fornecedores sobre produtos e preços de componentes IMS (Internet Multimedia Subsystems), FTTH (fiber to the home), além de estar utilizando arquitetura orientada a serviços (SOA, da sigla, em inglês) tanto para sistemas de suporte a operações (OSS, da sigla, em inglês), como a negócios (BSS).

Nada além do curso natural de uma empresa em cuja análise o mercado tende para um cenário em que cada residência terá um só ponto de entrada por onde serão encaminhadas as diferentes aplicações dos provedores de serviços. “O home gateway será realidade em um futuro muito próximo”, conforme disse hoje, 3 de outubro, o vice-presidente de planejamento estratégico e assuntos regulatórios da Brasil Telcom, Luiz Francisco Tenório Perrone, em apresentação na Futurecom 2006, sobre “Os Dilemas e as Soluções de uma Empresa de Telecomunicações com Foco no Cliente”.

 
 
Múltiplos serviços
 
Mais uma tendência apontada pelo executivo é a oferta de triple e quadruple plays, a exemplo do que fazem uma Telecom Itália (Alice Home TV), ou uma British Telecom, entre outras. Hoje, ilustra, se o serviço de voz fixa, o acesso e o tráfego representam 80% da receita das empresas, em 2009-2010, esse faturamento será gerado por serviços de banda larga, móveis, comunicação VoIP. Com a migração  fixo-móvel, no mundo, atualmente, a receita gerada pelo serviço móvel já é maior do que a produzida pela telefonia fixa, idem os minutos de tráfego, acrescenta.
 
Tudo isso, segundo Perrone, impõe uma série de desafios às empresas. O que fazer diante da saturação dos serviços fixos? Ou do aumento da competição com provedores de acesso internet, operadoras de cabo, provedores de conteúdo? “As operadoras precisam se reinventar”, afirmou o vice-presidente da BrT, acrescentando que novas tecnologias derrubam modelos de negócios existentes. Assim, a regulação tem que se adequar, para evitar assimetrias competitivas, alerta ele. E as empresas não podem demorar muito a se reorganizar, sob pena de desperdiçar o patrimônio que representam seus 150 milhões de clientes.
 
Oportunidades
 
Nem tudo são dificuldades, porém. As tendências do mercado também criam oportunidades para as empresas, diz Perrone. Entre elas, a possibilidade de, como empresas convergentes, desenvolver e oferecer novos serviços e produtos com maior flexibilidade e abrangência. E, assim, otimizar processos, operando sobre uma rede de arquitetura única, sobre IP, “transformando essa convergência em um sólido e lucrativo negócio”, afirmou Luiz Perrone.

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