BrT negocia novo empréstimo com o BNDES


O vice-presidente de finanças e relações com os investidores da Brasil Telecom, Charles Putz, informou hoje, 3 de agosto, que a sua empresa já negocia com o BNDES um novo plano trianual de investimentos. Com esse empréstimo, mais o lançamento de debêntures concretizado no mês passado (no valor de R$ 1,08 bilhão), a empresa pretende …

O vice-presidente de finanças e relações com os investidores da Brasil Telecom, Charles Putz, informou hoje, 3 de agosto, que a sua empresa já negocia com o BNDES um novo plano trianual de investimentos. Com esse empréstimo, mais o lançamento de debêntures concretizado no mês passado (no valor de R$ 1,08 bilhão), a empresa pretende alongar a sua dívida, cujo prazo médio está em 42,4 meses para 50,9 meses. A dívida bruta total da companhia é de R$ 4,252 bilhões.

Putz afirmou ainda que a recente mudança regulatória promovida pela Anatel – que implementou o full billing (pagamento pelo uso da rede de todas as ligações efetuadas) na telefonia móvel, irá impactar negativamente a BrT móvel, trazendo efeitos na rentabilidade da operadora nos próximos meses. “Mas isso não irá, no entanto, mudar o target da empresa,” afirmou. Em sua avaliação, as duas mudanças implementadas – a modulação horária também para as ligações móveis de longa distância, e o full billing – foram, na média, para o setor, neutras, mas afetaram diferentemente as empresas. “Se ganhamos com a modulação horária, pelo lado da fixa, perdemos com o full billing, pois nossa operação móvel tem mais tráfego sainte do que entrante, o que significa que pagaremos mais impostos, aumentando, assim, os nossos custos”, afirmou.

TV a cabo
O executivo, que não quis detalhar como será o lançamento da IPTV previsto para o próximo trimestre, afirmou que a Brasil Telecom não tem interesse em adquirir operadoras de TV a cabo fora de sua área de atuação. “Fomos convidados a participar do leilão da Way Brasil (arrematado pela Telemar), mas não nos interessamos. Só iremos analisar esta questão se houver alguma operadora à venda em nossa área de concessão”, afirmou. Ele defende que, em um futuro próximo, a Anatel deva definir melhor as regras da convergência para que as concessionárias fiquem liberadas de também transmitir broadcasting, e não apenas pay per view.

Telecom Itália

Quanto ao anúncio da Anatel, de que não irá conceder mais prazo para que seja resolvida a propriedade cruzada entre a operação móvel da Tim e da Brasil Telecom (que termina em outubro), Putz ressaltou que cabe à Telecom Itália negociar com os demais sócios uma solução. “Se a solução vier mais cedo, melhor”, concluiu.

Anterior Ausência de deputados afeta votação de projetos e de lei orçamentária
Próximos ABTA: Coronel Oliva chama setor para melhorar a educação