BrT lança IPTV e entra no mercado de TV paga


 A Brasil Telecom ingressa no mercado de TV paga  lançando a Videon, a primeira IPTV do país (TV por rede IP). Com preço muito agressivo – a assinatura que dá direito a 500 horas de programação por mês  custa R$ 29,90 – o novo serviço começa a ser comercializado apenas em Brasília, para depois ser …

 A Brasil Telecom ingressa no mercado de TV paga  lançando a Videon, a primeira IPTV do país (TV por rede IP). Com preço muito agressivo – a assinatura que dá direito a 500 horas de programação por mês  custa R$ 29,90 – o novo serviço começa a ser comercializado apenas em Brasília, para depois ser ampliado para as demais capitais atendidas pela operadora.

Para poder assistir à Videon o telespectador terá que ter também em sua casa a banda larga da operadora, cujo preço para a velocidade mais baixa é de R$ 69,90. Para  assegurar sua presença nesse mercado, a operadora de telecomunicações vai ceder em comodato  tanto o conversor dos sinais de TV como o modem ADSL que se conecta à rede telefônica.

Por restrições regulatórias, afirma Carlos Watanabe, diretor adjunto de videocomunicação, a Brasil Telecom, embora quisesse, não estará oferecendo os canais tradicionais encontrados nas conhecidas TVs por assinatura.

 A diferença, explica ele, é que a TV da Brasil Telecom é individual, ou seja, do pacote de programas disponíveis, o telespectador assiste ao que quiser e quando quiser. Pode ainda voltar, parar, antecipar, marcar para outra hora o programa que vai assistir. Mas só poderá fazer cópias no DVD em sistema analógico, já que a BrT está adotando o DRM ( Digital Rights Management), que impede a gravação dos sinais digitais.

Como não pode fazer broadcasting, não estarão também disponíveis na Videon os canais das TVs abertas. A empresa fechou acordo com a MGM, Disney, Universal, Turner (que tem os canais Cartoon Network, e TNT entre outros), Viacom (canal infantil Nickelodeon).

O seu conteúdo nacional ainda deixa a desejar – firmou acordos com TV Cultura, Lumiére, Sesc TV, Ministério da Educação e TV Escola. Mas segundo Watanabe, a operadora quer se transformar em uma importante distribuidora da produção nacional e, para isso, está firmando acordos com  diferentes segmentos – como os produtores de curta-metragens brasileiros.     

Além dos programas que farão parte do pacote de 500 horas, a empresa irá também vender vídeos sob demanda, a preços inferiores aos cobrados atualmente pelos tradicionais operadores de TV paga. Dos 100 longa-metragens que estarão disponíveis neste lançamento, seis deles custarão R$ 6,90 e dez R$ 1,90. Os demais serão gratuitos.

À medida em a Videon for se consolidando, novos serviços virão, afirma a empresa: envio de mensagem para o celular, e mesmo envio, pelo telespectador,  de imagens e vídeos, como o YouTube.

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