Broadcom faz oferta de US$ 130 bi pela Qualcomm


A fabricante de chip quer aumentar seu poder de fogo com a compra da Qualcomm, criando uma empresa de US$ 200 bilhões. Pela oferta, os acionista receberiam US$ 60 em dinheiro e US$ 10 em ações da Broadcom, por ação.

Fornecedoras para 4G prometem tecnologia nacionalA fabricante de chips Broadcom informou  hoje, 6, que fez uma oferta de US $ 130 bilhões, incluindo dívida líquida, para a Qualcomm nesta segunda-feira, o que pode vir a ser o maior negócio da história da tecnologia. De acordo com a proposta, os acionistas da Qualcomm receberiam US $ 70 por ação , US $ 60 em dinheiro e US $ 10 em ações da Broadcom.

A Qualcomm está preparada para rejeitar a oferta de aquisição por parte da Broadcom, pois vê a proposta de US $ 130 bilhões como muito baixa e repleta de riscos regulatórios, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. A oferta representa um prêmio de 28% sobre o preço da ação da Qualcomm em 2 de novembro, quando circulou pela primeira vez que a Broadcom estava preparando uma oferta. A Broadcom também afirmou que a sua oferta é válida se a Qualcomm concluir a aquisição de NXP de US $ 38 bilhões, que ainda não foi encerrada. Se concluída, criaria uma empresa com uma capitalização de mercado combinada de mais de US $ 200 bilhões.

Hock Tan, diretor executivo da Broadcom, disse que a “nossa proposta fornece aos acionistas da Qualcomm um prêmio substancial e imediato em dinheiro por suas ações, bem como a oportunidade de participar do potencial de vantagem da empresa combinada”.  Mas, de acordo com fontes próximas a Qualcomm, vai ter bastante trabalho em convencer o conselho da fabricante de chips com liderança no mercado de celulares, posição que disputa com a Samsung, do valor da sua proposta.

Há uma convicção de que a oferta de US $ 70 por ação estaria longe de ser um nível que o conselho da Qualcomm consideraria seriamente, porque o preço da ação está deprimido devido à disputa de licenciamento com a Apple. Os riscos regulatórios de concentração de mercado, já que a Broadcom também é uma fabricante norte-americana, são outra barreira. De qualquer forma, o avanço da tecnologia em direção à Internet das Coisas e às redes 5G vem motivando um reposicionamento no mercado dos fabricantes de semicondutores, com várias aquisições, o que inclui a oferta da Qualcomm pela NXP. O que pode ajudar a pavimentar o negócio Broadcom/Qualcomm.

Há analistas que avaliam que a fusão tem aspectos positivos.Para Stuart Carlaw, diretor de pesquisa da ABI Research,  a operação combinada Qualcomm / Broadcom representaria o terceiro maior fornecedor mundial de semicondutores. Além disso, acredita que muitos acionistas da Qualcomm podem ver esta oportunidade como uma solução para as relações ruins da empresa com a Apple, com quem a Broadcom tem um bom relacionamento. A fusão potencial, segundo ele, também levanta questões a serem consideradas em torno da difícil aquisição da NXP pela Qualcomm — há muito a ser resolvido quanto ao valor das participações em patente de Qualcomm e sua elevada margem de lucro sobre o fluxo de receitas.

Os processadores e modems móveis da Qualcomm, apoiados por um forte portfólio de propriedade intelectual que sustentam as comunicações celulares na maioria dos telefones celulares modernos,  deixam a empresa muito bem posicionada para o lançamento das redes 5G que começam a partir do ano que vem. Já a Broadcom, que nasceu nos Estados Unidos nos anos 1960 na esteira de inovações desenvolvidas pela AT&T/Bell Lbs, Lucent e HP,  vende uma ampla gama de projetos de chips para equipamentos de rede, desde a infraestrutura de telecomunicações back-end até os controladores WiFi e Bluetooth dos últimos iPhones. (Com noticiário internacional)

 

 

 

 

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