Brasileiro Hugo barra deixa chinesa Xiaomi


 

Leo Marroig, diretor da Xiaomi para a América Latina, Hugo Barra, vice-presidente internacional, e Rafael Steinhauser, da Qualcomm
Leo Marroig, diretor da Xiaomi para a América Latina, Hugo Barra, vice-presidente internacional, e Rafael Steinhauser, da Qualcomm

Hugo Barra, vice-presidente internacional da fabricante chinesa Xiaomi, está de malas prontas para retornar para os Estados Unidos. O brasileiro, responsável pela expansão da empresa fora da China, anunciou hoje, 23,  que em fevereiro encerra sua participação na empresa.

A Xiaomi, que lançou-se no Brasil em julho de 2015, acabou deixando o país um ano depois de ter alterado por algumas vezes a sua estratégia de venda. Iniciou primeiramente apenas vendendo alguns produtos de sua linha diretamente, a exemplo do que faz na China. Seis meses depois, já repassava as suas vendas para as grandes marcas varejistas on line – como Americanas e Submarino.

A Xiaomi chegou a anunciar que iria fabricar alguns modelos em solo brasileiro para diminuir seus preços, mas com o fim dos incentivos fiscais da Lei do Bem (que oferecia isenção de PIS-Cofins) desistiu da empreitada. Em maio de 2016 a empresa deixa a lista dos cinco maiores fabricantes de de celular do mundo. Seu principal executivo, Lei Jun, afirmava, este ano, que a empresa iria dar a volta por cima.

Hugo Barra, que deixou o Google em 2013 para se incorporar à fabricante chinesa, avisou que voltará para o Vale do Silício.

 

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