Brasileiro aposta na importação para vender fibra no país


Primeira empresa a homologar uma fibra óptica importada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Solverde é a aposta do brasileiro Alexandre Prioste para competir com grandes empresas multinacionais com manufatura local. 

Com quatro anos de operação, a Solverde já conta com clientes de peso como GVT, Vivo, Copel e Cemig. No ano passado, 15 mil km de fibra óptica foram vendidos, quando a expansão da venda superou a capacidade instalada das companhias com operação local. “No ano passado houve um boom na fibra. A demanda correspondia a 120% da capacidade instalada no País”, afirma Bruno Carneiro, gerente comercial da Solverde.

Tendo trabalhado por por anos em uma multinacional, hoje sua concorrente, Carneiro aposta na agilidade na tomada de decisões que uma pequena empresa pode ter, no estoque de produtos e em um atendimento especializado. “Alguns pagam pelo diferencial”, diz.

Atento à implementação da tecnologia 4G no Brasil, que vai requerer uso de cabo 655, o executivo aposta mesmo na expansão da internet banda larga. “Ainda vai ter muito investimento para massificar a internet, que hoje atinge um percentual muito baixo de domicílios com fibra”, diz.

A necessidade dos operadores regionais protegerem seus mercado contra o avanço das grandes operadoras é um dos caminhos. Para isso, a companhia homologou cabos menores entre 12 e 24 fibras ópticas. Mas os projetos de Carneiro esbarram ainda na falta de conhecimento e profissionalização dos pequenos provedores.

“Os pequenos e médios operadores estão olhando para a convergência e buscando se preparar. Com uma boa infraestrutura instalada conseguem diminuir o interesse das grandes operadoras por suas áreas de atuação, ou partir para parceria. Podem até ser coprados por uma grande”, diz.

Importação e informalidade

Pioneiro na comercialização de fibra importada, Prioste sabe que as fornecedoras de cabo chinesas estão de olho no mercado brasileiro. Ele mesmo já foi contatado por uma companhia. “Eles me questionaram se eu não tenho interesse em produto chinês uma vez que já trabalho com um fornecedor indiano”. Segundo ele, o desaquecimento do mercado global fez as fornecedoras chinesas se voltarem para novos mercados e o Brasil entrou na rota.

Enquanto não iniciam operação formal, as chinesas chegam ao mercado de maneira informal, sem que seus produtos tenham passado por homologação da Anatel. Os pequenos provedores, com baixa capacidade de investimento são os primeiros a olhar com atenção para a oferta de fibra óptica a baixo custo. 

Em verdade, o nível de regularização entre pequenos provedores de acesso ainda é baixo. A avaliação é do gerente da Solentel, empresa especializada na gestão de licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). “Existem 20 mil provedores e apenas 3,5 mil licenciados”, declara.
 

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