Brasil terá primeira representação da Icann fora dos EUA


Desde seu retorno do congresso mundial de telecomunicações – realizado pela União Internacional de Computadores (UIT) em Dubai, no mês de dezembro – que o ministro das Comunicações Paulo Bernardo vem falando em um monopólio da gestão da internet pelos Estados Unidos. As críticas giram em torno da centralização da gestão naquele país que acaba por acarretar em gastos para os demais. Na época, os Estados Unidos se recusou a assinar o relatório final, afirmando haver riscos à censura nas propostas ali definidas, enquanto a opção brasileira foi por assinar o criticado documento final.

Coincidência ou não, o Brasil será o primeiro país do mundo a ter uma representação local da organização responsável pela coordenação do sistema de nomes de domínios (DNS) Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Icann), conforme informação publicada pela jornalista Cristina de Luca nesta sexta-feira (1), no IDG Now. Segundo a matéria, o diplomata Everton Lucero já se licenciou do Itamaraty para assumir o comando da representação brasileira.

Conforme a reportagem, a missão de Lucero é aproximar a Icann da comunidade internet no país, nos diversos setores, do governo à sociedade civil, tendo como primeiro interlocutor o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Lucero irá se reportar diretamente ao vice-presidente da entidade para a América Latina e o Caribe, Rodrigo de la Parrao. Uma das tarefas atribuídas ao ex-diplomata seria contribuir com a divulgação internacional do modelo de gestão da internet adotado no Brasil.

A Icann também teria planos de se expandir para outros países. A intenção seria abrir representações, nos mesmo moldes, na Índia, Turquia e, talvez, Rússia. (Da Redação, com ARede)

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