Brasil terá 9,7 milhões de conexões M2M até dezembro


As conexões máquina a máquina (M2M) deverão alcançar os 9,7 milhões até o final do ano, uma expansão de 1,7 milhão no ano, conforme projeção da Frost&Sullivan. Na América Latina, o número de conexões M2M deve chegar a 16 milhões até o final do ano.

Para Renato Pasquini, gerente de telecomunicações e consultoria da Frost&Sullivan, para abocanhar parte desses novos acessos, as operadoras devem avançar em aquisições, mas principalmente parcerias e consórcios, este último modelo com o benefício de oferecer compartilhamento de riscos, como acorreu no Reino Unido em projeto de rede elétrica inteligente.

“Estamos vivendo a era da convergência das indústrias. As empresas estão se aliando para conquistar oportunidades. É preciso inovar para ter sucesso, ter conteúdos e serviços que se unam a sua plataforma. E você não precisa ficar com 100% da receita. Há modelos de revenue share“, afirmou Paquini, durante mesa do 37 Encontro TeleSíntese, realizado nesta terça-feira em São Paulo.

As oportunidades para aplicação de soluções de conexões M2M no Brasil e no mundo são tão extensas quanto a imaginação humana. A Ericsson, por exemplo, forneceu infraestrutura para a Maersk Global conectar todos os seus barcos. Com a informação da localização exata das embarcações, a companhia conseguiu poupar US$ 50 milhões em combustível, pelo melhor gerenciamento de velocidade. Mas a conexão, mais do que isso, oferece novas oportunidades de negócio à medida que a empresa pode oferecer aos donos dos conteiners o acesso à situação de seus produtos durante a viagem. “Digamos que é um conteiner de fruta. Sabendo a demanda pelo produto na origem, a empresa pode optar por elevar a temperatura ou baixá-la com o objetivo de deixar a fruta mais ou menos madura”, afirmou Jo Lindstad, vice-presidente para indústria e sociedade da Ericsson.

Marcelo Lubaszewski, presidente da Ceitec e membro do Fórum Brasileiro da Internet das Coisas, lembrou que um dos grandes potenciais para conexão M2M é a gestão remota de gado bovino. “O Cisbov vem se desenvolvendo. Queríamos que este processo foi mais rápido, mas, em algum ponto, os clientes do Brasil vão exigir o rastreamento eletrônico. Isso vai acontecer”. Oren Pinsky, diretor da Qualcomm América Latina, lembrou que há oportunidade de uso da frequência de 450 MHz para estruturação de rede LTE, para cobrir grandes áreas. “Com uma antena, é possível cobrir 30 Km, 40 km e até 100 km”.

O diretor de M2M da TIM Brasil, Gilberto Miyahara, lembrou das oportunidades de novos serviços ao consumidor final, não apenas aos negócios. Entre eles, citou a oferta de rastreamento de animais de estimação.

A conclusão de Lindstad, da Ericsson, deu a tônica da mesa. “A transformação digital será mais rápida do que imaginamos. As empresas que não mudarem, correm o risco de se tornarem uma Kodak. A transformação do M2M acontecerá em todos os mercados, não adianta resistir”, afirmou.

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