Brasil terá 1,5 bilhão de aparelhos conectados em 2022


Essas conexões para a Internet das Coisas irão gerar receitas de US$ 500 bilhões ano, prevê o Ministério das Comunicações. O fundamental, defende o BNDES, é que seja criada política de Estados de longo prazo, para que o país não fique refém das soluções importadas.

Embora o Brasil esteja em 10º lugar no uso da Internet das Coisas, o número de conexões de Máquina a Máquina ainda é muito pequeno no país. Conforme os dados da Anatel, fechamos o semestre com 8 milhões de conexões M2M. Excluídas as conexões de cartão de credito, deve haver apenas 5 milhões de conexões M2M, estima o Ministério das Comunicações. Mas as potencialidades brasileiras são muito grandes, afirmou o diretor do departamento de Ciência e Tecnologia do MiniCom, José Gontijo. Segundo ele, dentro de seis anos haverá 1,5 bilhão de aparelhos conectados no país. “Isto vai significar um faturamento de US$ 500 bilhões anuais”, ressaltou.

Para que o país possa se apropriar da nova onda da Internet das Coisas (IoT), alertou a economista Margarida Baptista, do BNDES,  é preciso traçar uma política de Estado, de longo prazo.” Podemos lidar com dois cenários: com tecnologias não padronizadas e proprietárias; ou com  soluções abertas, que falem entre si e que busquem resolver os nossos problemas”, assinalou.

Segundo Gontijo, a Câmara de Gestão e Acompanhamento criada com o decreto que regulamentou a redução do Fistel das conexões M2M (as taxas caíram de R$ 26,83 para R$ 5,68 (TFI) e de R$ 8,99 para R$ 1,89 (TFF) poderá também ser um fórum de articulação do governo para a IoT. A portaria com a sua composição já está pronta e deverá prever a participação de algumas entidades privadas.

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Francisco Giacomini, diretor sênior de relações governamentais da Qualcomm, alertou para a demora de se avançar com a IoT no Brasil principalmente porque os diferentes setores produtivos ainda estão usando com intensidade a tecnologia 2G, enquanto as tecnologias móveis 3G e 4G são muito mais robustas. ” Áreas crítica não podem ficar dependendo de soluções  2G”, afirmou. O debate está sendo travado no 58º Painel Telebrasil.

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