Brasil sobe 13 posições no ranking mundial de inovação


O Brasil subiu 13 posições no Indicador Global de Inovação 2011 (The Global Innovation Index). O ranking é calculado anualmente pelo Insead, uma das principais escolas de negócios da Europa, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo, na sigla em inglês), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Os indicadores revelam que o país subiu do 60º lugar, registrado em 2010, para a 47º posição neste ano. Com o resultado, o Brasil saiu na frente de países como a Rússia, Índia e Argentina. Mas perde para o Chile.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Mota, o desempenho verificado é a constatação de que a inovação está virando cultura no Brasil. Algo que está sendo internalizado e que muda, para melhor, o cenário brasileiro.

Desafios

O secretário lembra que o Brasil também tem crescido acima da média mundial em número de computadores por habitante, mas que precisa avançar em outros itens que contam no ranking. “Para continuar galgando posições precisamos aumentar, entre outros itens, nossa capacidade de geração de patentes e ampliar nossa produção criativa, que envolve consumo de produtos culturais e de lazer, produção de filmes, etc”.

O maior desafio, na opinião de Mota, é transformar conhecimento em riqueza e manter uma política que catalise, articule e amplifique a chamada “cultura da inovação” na sociedade, com ações conjuntas envolvendo os demais ministérios, estados e municípios.

“Temos dois atores mostrando vitalidade: os acadêmicos e os empresários; trata-se de construir boas pontes conectando os dois, viabilizando que ambos cresçam cada vez mais por meio de maior integração entre eles. Essas pontes conectoras serão o principal diferencial para que o desenvolvimento econômico e social em curso seja definitivamente sustentável”, conclui.(Da redação, com assessoria de imprensa)

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