Brasil quer liderança na produção de conteúdo para TV digital na AL


O Brasil quer ser líder na produção de conteúdo da TV digital e, para isso, precisa formar profissionais específicos nessa área. É o que defende o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, que anunciou a abertura de três cursos pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior) em Bauru e São Bernardo …

O Brasil quer ser líder na produção de conteúdo da TV digital e, para isso, precisa formar profissionais específicos nessa área. É o que defende o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, que anunciou a abertura de três cursos pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal em Nível Superior) em Bauru e São Bernardo do Campo, em São Paulo, e na Puc do Rio. Além disso, anunciou o lançamento de um novo PPB (Processo Produtivo Básico) em fevereiro, pelo Ministério do Desenvolvimento, para beneficiar a produção de conversores e aparelhos populares da TV digital.

Barbosa, que participou do seminário da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre o processo de implantação da TV digital no país, disse que o BNDES prevê a movimentação de R$ 100 bilhões em novos negócios digitais, aí incluído a internet e todos os sistemas digitais, para os próximos 10 anos, na América do Sul e que o Brasil tem mais de 60% desse mercado. “Nós não podemos perder a oportunidade de desenvolver os nossos softwares, criar esse novo profissional, que envolve conhecimentos nas áreas de engenharia e comunicação, e principalmente desenvolver o sistema de interoperabilidade do nosso sistema Ginga (middleware que permite a interatividade na TV digital) e poder sair na frente e ganhar dinheiro”, defendeu.

Segundo Barbosa, as normas do Ginga foram entregues no final de novembro e agora falta a implementação básica. “Esta é a discussão que teremos em janeiro no Fórum da TV Digital, se vamos usar recursos públicos para essa implementação ou se vamos aguardar que a indústria faça a implementação”, disse. Na sua opinião, o governo terá que arcar com esses custos porque a indústria ainda não se interessa pela produção dos conversores (setop box), mas sim de aparelhos de TV completos. Ele acha que serão usados recursos da Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para massificar a implantação do Ginga por meio de pequenas produtoras de conversores.

Ainda sobre a TV digital, André Barbosa anunciou que o Fórum, as emissoras de TV e os fabricantes de equipamentos vão começar em janeiro uma campanha de esclarecimento para a população. Segundo ele, muitas pessoas não sabem que precisam ter uma antena UHF para captar o sinal nas oito capitais (São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Cuiabá), além de Campinas (SP), em que já foi implantada a TV digital.

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