Brasil quer apoio dos EUA para disputar órbita de satélite que hoje é da Colômbia


Hélio Costa, ministro das Comunicações, se reuniu hoje, em Brasília, com o embaixador David Gross, coordenador de Políticas Internacionais de Comunicação e Informação do Departamento de Estado Americano. O Brasil pediu o apoio dos Estados Unidos para o seu pleito de destinação de uma nova órbita geoestacionária, na qual seria lançado um satélite de segurança …

Hélio Costa, ministro das Comunicações, se reuniu hoje, em Brasília, com o embaixador David Gross, coordenador de Políticas Internacionais de Comunicação e Informação do Departamento de Estado Americano. O Brasil pediu o apoio dos Estados Unidos para o seu pleito de destinação de uma nova órbita geoestacionária, na qual seria lançado um satélite de segurança brasileiro, que iria também transmitir sinais para as áreas de educação e radiodifusão. 

Costa explicou que, nesse momento, a órbita em questão está reservada para a  Colômbia, que conta com o apoio da Venezuela, mas essa reserva, conforme as regras da UIT (União Internacional de Telecomunicações), se extingue em setembro, quando, então, o Brasil passa a ter a preferência pela ocupação dessa posição orbital . “Nós gostaríamos de saber qual é a posição dos Estados Unidos, ” afirmou o ministro.

Costa explicou que essas órbita tem uma importância grande para o país, sobretudo no setor de segurança. De acordo com o ministro, hoje o governo e as Forças Armadas têm que pagar pelo uso do satélite. No contrato anterior celebrado com a ex-estatal Embratel, o satélite era usado pelas Forças Armadas brasileiras sem custo. “Na medida que esse satélite perdeu a validade e foi substituindo por outro, a empresa passou a cobrar pelo uso da banda, que chega a R$ 12 milhões por ano, só na utilização para fins de segurança”, destacou.   

Outro assunto tratado no encontro foi o projeto de internet banda larga sem fio (Governo Eletrônico de Serviço ao Cidadão – Gesac). Gross gostou do projeto e até sugeriu a possibilidade da formação de uma parceria entre o governo brasileiro e o governo americano, para que esse serviço fosse estendido aos países africanos, começando pelos de língua portuguesa.

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