Brasil precisa incentivar criação de novas empresas de hardware para avançar em inovação, diz Virgílio do MCTI


Em evento de abertura do Seminário Resultados da Lei de Informática, promovido pela Abinee, em São Paulo, o secretário de política de informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Virgílio Almeida, apresentou o que entende como os principais desafios da política federal no que tange ao desenvolvimento do setor.

Segundo ele, é preciso pensar em estímulos à criação de novas empresas para a indústria de hardware. “Precisamos povoar este setor com mais empresas, que possam gerar inovação de forma mais ágil do que aquelas estabelecidas hoje”, declarou. Para Almeida, o país precisa valorizar o desenvolvimento local de engenharia, definida pela Portaria 950 do MCTI, avançar no desenvolvimento de produtos tidos como tendência como o “wearable computing” – dispositivos eletrônicos para usar, como o óculos do Google – e modernizar a manufatura eletroeletronica local.

“A velocidade de transformação é mais aguda e o governo precisa se adaptar. A indústria também precisa se adaptar com avanço na modernização das linhas de manufatura para ser mais flexível, com uso intensivo de robôs e softwares porque isso traz competitividade”, declarou.

Humberto Barbato, presidente da Abinee, aproveitou a oportunidade para destacar os avanços do mercado brasileiro de tecnologia e equipamentos eletroeletrônicos decorrentes da aprovação da Lei de Informática. Para ele, a Lei de Informática possibilitou que a indústria de eletroelettrônicos se mantivesse distribuída pelo país, em vez de concentrada apenas em Manaus. Ainda, promoveu crescimento do setor, aumento dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento local e a proliferação de instituições de pesquisa independentes.

Agora, acrescentou, falta o país igualar os benefícios concedidos à indústria eletroeletrônica em outras partes do mundo: “a industria precisa de benefícios à medida que os outros países do mundo a concedem par podermos navegar em condições de igualdade”, declarou.

Números

Em outubro de 1991 foi aprovada a Lei de Informática (8.248) no país. De lá para cá, 500 empresas já se habilitaram, o faturamento do setor passou de R$ 8,4 bilhões em 1993 para R$ 30 bilhões em 2011. O número de empregos diretos no setor passou de 32 mil para 126 mil no período, sendo 32 mil de nível superior. A aplicação em pesquisa e desenvolvimento do setor saltou de R$ 200 milhões para R$ 1 bilhão. O único centro de pequisa e desenvolvimento do setor passou a conviver com outros 19, com o número de pesquisadores passando de 2,6 mil para 8 mil.

 

 

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