Brasil precisa dobrar investimento em P&D, para ganhar competitividade


O presidente da Padtec, Jorge Salomão, afirmou nesta segunda-feira (6) que o Brasil está fazendo uma bom trabalho em desonerar alguns setores da economia para estimular o desenvolvimento, mas que este esforço não resolve as necessidades de maior competitividade porque o investimento em pesquisa e desenvolvimento por parte das empresas ainda é pequeno. “Essa é uma pista do por quê os demais investimentos não têm o resultado esperado”, afirmou durante mesa de debate do 33 Encontro TeleSíntese, que discutiu os reflexos da política industrial do atual governo. 

De acordo com Salomão, os investimentos em P&D no Brasil são menores do que em qualquer outro país de economia semelhante e que para garantir uma posição competitiva no mercado externo, o país precisa dobrar os investimentos neste segmento. 

Salomão apresentou dados comparativos do investimento em P&D em comparação com o Produto Interno Bruto. Enquanto o Brasil destinou 1,2% do PIB para pesquisa e desenvolvimento em 2010, este porcentual foi de 2,8%, 2,3% e 1,8% na Alemanha, França e Reino Unido, respectivamente. Em 2009, China e Estados Unidos investiram 1,7% e 2,9% do PIB em P&D. 

Exportação

O secretário das Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, citou algumas medidas do governo para estimular a indústria local, incluindo o apoio ao desenvolvimento de tecnologia por empresas com sede no país, independente da origem de capital. Entre elas, a obrigatoriedade de adoção de um porcentual de equipamentos produzidos localmente e desenvolvidos localmente nas redes 4G e para obtenção de desoneração pelo programa Re-PNBL. 

No entanto, frisou Martinhão, ainda há mais por fazer, como criar incentivos ao uso de tecnologia e equipamentos nacionais nos programas de Telecentros e Cidades Digitais. Além disso, é preciso estimular as empresas incentivadas a exportar. “São medidas que devem ser complementadas. Vamos fazer isso transversalmente”, declarou. 
 

 

Anterior Paolucci volta a ser conselheiro substituto da Anatel
Próximos Política industrial não pode só mirar o hardware, alerta executivo