Brasil ocupa 72ª posição em índice de integração de tecnologias


O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking que revela, em mais de 150 países, o grau de integração entre as tecnologias de acesso à internet e telefonia, fixa e celular – chamado ITICC. Com 51,25% de ITICC, o Brasil fica pouco acima da média global de 49,1%. Os líderes da classificação são: Suécia (95,8%), e Islândia (95,5%) e Singapura (95,5%) empatadas. Os últimos colocados, República Centro Africana (5,5%), Burundi (5,75%) e Etiópia (5.5%). O estudo sobre conectividade foi elaborado pelo Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Fundação Telefônica/Vivo, com base em dados do Gallup World Poll, do Censo do IBGE e da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio (PNAD). Inclui 5.550 municípios brasileiros, estados, capitais, distritos e bairros .

Uma das principais conclusões é a ampla presença do celular nas residências do planeta, independente de região geográfica e classe social. No Brasil, a taxa de cobertura de domicílios com celular é de 87%, contra 38% da telefonia fixa e 40% de computador com internet. Na média mundial, esses números são 79,96%, contra 43,34% e 36,29%, respectivamente. “O celular está onde os pobres estão. Por isso, temos de desenvolver estratégias para levar conteúdos educacionais para plataformas móveis”, disse Marcelo Cortes Neri, coordenador do estudo, alertando para o fato de que, se o celular for excluído do ITIC, não haverá impacto sobre a ordem no topo do ranking, muda a base – os últimos colocados passam a ser Madagascar (0,3%), Guinea (0,3%) e Togo (0,7%).

O estudo avaliou ainda a correlação entre inclusão digital e felicidade: “a cada 10% de ganho no ITIC, a felicidade presente sobe 2,2%”, aponta a pesquisa.

A partir de números do Censo 2010, foi levantado o ITIC dos municípios brasileiros. A primeira cidade do ranking é São Caetano do Sul (SP), com 82,6%; e a última, Fernando Falcão (MA), com 3,7%. O estudo conclui também que, entre as capitais, o maior ITIC é de Florianópolis (77,1%).

Neri chama a atenção para o impacto positivo da telefonia celular, uma tecnologia de larga difusão, sobre o crescimento econômico: “Nós valorizamos muito o computador com internet, mas temos de prestar atenção à telefonia celular. A internet, sem educação, sem formação, não adianta. Você coloca o computador na casa da pessoa e o equipamento não é usado… o celular, não. Qualquer pessoa usa”.

No sentido de subsidiar políticas públicas de inclusão digital, o estudo do CPS recomenda: “Na hora de se traçar metas de telefonia, a forma fixa ou móvel não deveria importar. O acesso a telefonia fixa caiu, em 8 anos, 14,2%, enquanto a telefonia móvel aumentou 165%. Em números absolutos, a telefonia fixa e móvel atinge a cobertura de 38,7% enquanto a cobertura de tecnologia fixa ou móvel chega a 85,7%”.

Veja a pesquisa compelta em: www.fgv.br/cps

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