Brasil, o país do spam telefônico


Ranking mundial elaborado pela Truecaller mostra que o Brasil superou a Índia como país em que usuários de telefones móveis mais recebem chamadas não solicitadas. Telemarketing eleitoral contribuiu para a escalada.

O Brasil foi o país onde mais se praticou o “spam telefônico” em 2018, de acordo com dados da empresa Truecaller. Com isso, o país superou a Índia, primeira deste indesejado ranking em 2017.

O aplicativo identificou um salto significativo desse tipo de artifício por parte das empresas. Se no ano passado cada brasileiro recebeu, em média, 20,7 ligações spam, em 2018 foram 37,5. Aumento de 81%. Já a Índia passou de 22,6 chamadas para 22,3 chamadas não solicitadas anuais por cliente.

A empresa identificou, vale dizer, que a proliferação do spam telefônico não é fenômeno isolado brasileiro. Também no Chile, na África do Sul, no México, no Peru, por exemplo, houve aumento. Abaixo, confira o ranking dos países mais afetados, elaborado pela Truecaller.

Em 2018, a empresa diz ter identificado, e bloqueado através de seu aplicativo homônimo, 17,7 bilhões de ligações spam, de um total de 74,1 bilhões de chamadas. Ou seja, quase 20% dos telefonemas são spam, na média mundial.

Quem é o spammer

A Truecaller identificou quem é o responsável por ligar para as pessoas contra sua vontade. A maioria dos spams telefônicos são de empresas de telemarketing (36%), que neste ano trabalharam para pedir votos a candidatos durante as eleições. Outros 32% são originados pelas próprias operadoras. Mais temerário é a quantidade de golpistas. Estes representam 20% das chamadas não solicitadas – um ano antes, eram 1%. Já 10% são trotes ou golpes violentos (como pessoas fingindo sequestrar alguém da família). Veja, abaixo, em inglês.

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