Brasil fica em 89º lugar em ranking mundial de velocidade de acesso à internet


O Brasil subiu uma posição e agora ocupa o 89º lugar em ranking mundial de velocidade de acesso à internet, com média de 3 Mbps. A lista, feita pela empresa Akamai, comparou a banda larga em 142 países no último trimestre de 2014. O resultado nos coloca abaixo da média mundial.

Entre outubro e dezembro, a média global foi de com 4,5 Mbps, e apresentou crescimento de 0,7% em relação aos três meses anteriores e de 20% em relação ao 4T13. Na América Latina a velocidade média de conexão variou de 5,9 Mbps, no Uruguai, a 1,2 Mbps, na Bolívia. No ranking global, os países estão na 50ª e 136ª colocação, respectivamente.

A Coréia do Sul manteve-se em primeiro lugar no ranking – que conta com 142 países ou regiões – com 22,2 Mbps, apesar da queda de 12% no período. Em termos de crescimento, o maior índice foi apresentado pelo Nepal, com 78% e 2,5 Mbps. Já o menor, pela República Tcheca, com 0,1% e 12,3 Mbps. No comparativo ano a ano, 132 dos países apresentaram aumento de velocidade média de conexão, variando de 0,3% no Marrocos (2,4 Mbps) a 146% em Congo (1,3 Mbps).

No que diz respeito aos picos de conexão, também houve no período um crescimento (8,4%) na média global, que foi de 26,9 Mbps. Hong Kong manteve-se em primeiro lugar no ranking, com pico de 87,7 Mbps e crescimento de 3,7% em relação aos três meses anteriores.

O Brasil registrou 21,9 Mbps, aumento trimestral de 6,6% e de 7,2% em relação ao último ano. Assim, o país subiu da 89ª para a 84ª posição no ranking global de picos de conexão. Na América Latina, os picos do trimestre variaram de 63,3 Mbps no Uruguai – país com maior crescimento e número superior aos EUA (49,4 Mbps) – a 10,1 Mbps no Paraguai, regiões que ficaram nas posições 7ª e 132ª neste ranking, respectivamente.

Ainda, o relatório verificou que nas Américas oito países têm mais de 25 mil endereços de IP conectados à Akamai com velocidade superior a 10 Mbps (alta banda larga). Dentre eles estão: EUA (com taxa de adoção de 39%), Canadá (38%), Uruguai (9,9%), Argentina (7,4%), Chile (5,8%), México (3,5%), Colômbia (2,0%) e Brasil (1,9%).

Em relação às conexões de banda larga (entre 4 Mbps e 10 Mbps), destacam-se Canadá e EUA, com 85% e 74%, respectivamente. Dentre os outros países que se encaixam no perfil analisado, a adoção varia de 63%, no Uruguai, a 1,7% na Venezuela. O Brasil apresenta adoção de 26%, crescimento de 4,9% em relação ao último trimestre e crescimento de 21% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Conectividade Móvel
No quarto trimestre de 2014, a Akamai analisou a conectividade móvel de 50 países/regiões. O Reino Unido apresentou a velocidade média mais rápida, de 16 Mbps, seguido da Dinamarca, com 8,8 Mbps. Já a Nova Caledônia atingiu o menor índice global, de 1,0 Mbps. Na América do Sul, a Venezuela apresentou a maior velocidade, com média de 6,3 Mbps, e o Brasil registrou média de 1,8 Mbps.

No que diz respeito à média de picos de conexão, Singapura atingiu o maior número do período, com 157,3 Mbps, e a Argentina figurou em último lugar, com 7,5 Mbps. O Brasil registrou, no período, 14 Mbps e, na América do Sul, o maior pico também ficou por conta da Venezuela, com 28,3 Mbps.

Em relação à adoção de banda larga móvel (> 4 Mbps), Venezuela, Dinamarca, Arábia Saudita e Suécia tiveram a maior taxa, 97%, enquanto Bolívia e Nova Caledônia tiveram taxas abaixo de 1%.

Penetração Global de Internet
O estudo registrou pequeno crescimento na contagem global de endereços de IP únicos, com aumento de 1,5% – cerca de 12 milhões de novos IPs – no comparativo trimestre a trimestre. Dos top 10 países/regiões considerados no levantamento, apenas os EUA apresentaram queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior. O Reino Unido teve o maior crescimento, com 8,1%.

O Brasil figura na terceira posição em volume de IPs conectados à Akamai, com 47.254.335 endereços no período. Trimestre a trimestre, cresceu 3,9% e, no comparativo ano a ano, manteve-se em primeiro lugar, com aumento de 28%, sendo ainda o único dentre os top 10 a aumentar dois dígitos.

Ataques e IPv6
Também foram levantados outros temas, como o tráfego de ataques, adoção de banda larga, disponibilidade e adoção IPv6. O relatório aponta o Brasil como a 8ª maior fonte de ataques do mundo e, ainda, que o país apresentou o maior crescimento em endereços IPv4 no ano (4T13), com 28%. Em relação ao trimestre anterior, o crescimento foi de 3,9%.

Durante o período analisado, o relatório identificou tráfego de ataques a partir de 199 países ou regiões – nos três meses anteriores, foi de 201 – e mostra que a China permanece no topo como fonte de ameaças de maior volume observado, com 41%. Os EUA aparecem em segundo lugar, originando 13% dos ataques. O Brasil caiu uma posição e fica em 8º lugar, com 2,3%.

Em relação às portas mais vulneráveis, a 23 (Telnet) destacou-se, com 32% do tráfego de ataques. As portas 445 (Microsoft-DS) e 8080 (HTTP Alternate) estão em segundo e terceiro lugar, com 15% e 6,6%, respectivamente.

Quanto à adoção do IPv6, a maior demanda continua sendo de provedores como a Verizon Wireless (EUA) e a Brutele (Bélgica), que têm mais de 60% de suas solicitações à Akamai feitas em IPv6. Adicionalmente, a Bélgica é o país que continua liderando a adoção, com 32% de suas conexões à Akamai via IPv6.

4K Readiness
O ranking “4K Readiness” analisa a entrega de streaming de ultra resolução (ultra HD – 4K) e considera que é preciso 15 Mbps de capacidade para que vídeos sejam trafegados. No trimestre, 12% das conexões à Akamai foram em 15 Mbps ou velocidade superiores. Dos 55 países presentes neste ranking, a Coréia do Sul fica em primeiro lugar, com 61% de suas conexões em 4K.

O Brasil está na 53ª, com 0,5% de suas redes capazes de realizar streamings em 4K. No trimestre anterior o país figurava na posição 50ª, também com 0,5% de capacidade de rede. O país apresentou crescimento de 76% ano a ano e queda de 5,9% no comparativo trimestre a trimestre. (Com assessoria de imprensa)

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