Brasil está entre principais origens e destinos de ataques a aplicações web


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O Brasil está na lista dos países que mais representam ameaça à segurança digital de serviços web, e também dos que mais são ameaçados por ataques mundiais. Estudo da Akamai mostra que o país é o terceiro principal local de origem de ataques, atrás apenas de Estados Unidos e Países Baixos. No primeiro trimestre do ano, 8,1% dos ataques saíram daqui (28 milhões), contra 12,7% (43,9 milhões) da Holanda e 34% (117,9 milhões) dos EUA.

Quando o assunto é exposição, somos os segundo colocado, atrás apenas de EUA. O Brasil foi alvo de 24,2 milhões de ataques entre janeiro e março. O maior alvo, EUA, sofreu 221 milhões de ataques. O terceiro colocado, Reino Unido, 14,2 milhões. O número de ataques destinado ao Brasil cresceu 46% em um ano, enquanto nos EUA, houve queda de 9% no mesmo período.

Os ataques a aplicações web são do tipo SQLi, LFI, XSS, RFI ou PHPi, que se aproveitam de brechas nos bancos de dados ou na programação dos sites. O relatório identificou um aumento de 35% nos ataques a aplicações em nuvem no último ano.

Em compensação, os ataques de negação de serviço caíram 17% ao todo, no mundo, devido à prisão de crackers em Israel e na Europa no último ano. A empresa detectou, porém, a manutenção dos ataques usando fraquezas dos protocolos DNS (o principal tipo), NTP (de sincronia dos relógios dos servidores), Chargen (reconhecimento de caraceres), SSDP (usado em pequenas redes), entre outros.

A Akamai identificou ainda a tendência na redução do volume dos ataques DDoS. O pico, maior ataque registrado do tipo, alançou 600 Gbps no final de 2016 usando botnets Mirai, mas fugiu à média. Segundo a empresa, a maior parte dos ataques não alcançam 4 Gbps, feitos com precisão para atingir resultados pontuais. Metade dos ataques tinha entre 250 Mbps a 1,25 Gbps.

Os dados fazem parte do estudo O Estado da Internet – Segurança, lançado trimestralmente pela Akamai. A empresa é fornecedora de soluções CDN e de computação em nuvem.

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