Brasil é terceiro colocado em ranking mundial de M2M


A Qualcomm divulgou hoje (20) pesquisa sobre a adoção das tecnologias máquina a máquina no país. No Índice Qualcomm da Sociedade da Inovação (QuISI) Internet das Coisas o Brasil obteve nota 1.17, do total de 100 pontos, acima da média mundial. O Brasil está entre os países mais avançados em M2M, com 3% de penetração.

Isso nos coloca na terceira posição do ranking global em conexões M2M, atrás apenas de China, EUA e empatado com o Japão. Existem aqui cerca de 250 mil conexões M2M móveis na indústria e 400 mil conexões M2M emutilities. O número de conexões M2M móveis no Brasil é de 8,29 milhões, tendo aumentado nove vezes entre 2008 até o final de 2013, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Na América Latina, o estudo estimou que existe 16.3 milhões de conexões M2M móveis, com crescimento anual das taxas variando entre 20% e 30% dependendo do país. O setor de Pagamentos é o mais desenvolvido, com 55% de participação no total de conexões que podem ser consideradas internet das coisas. O segmento de veículos é responsável por 30% das conexões M2M móveis. O estudo estima que o volume anual de vendas de serviços de conectividade M2M movimentou US$225 milhões em 2013 no Brasil.

No âmbito das tendências, a previsão é de que até 2020 o país tenha 55 milhões de conexões M2M móveis em um segmento que movimentará US$ 1 bilhão. Nos próximos três anos, de acordo com DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), estima-se que o número de veículos com algum tipo de conectividade vai crescer entre 10% e 20% por ano.

O estudo QuISI foi encomendado para a Convergência Research, empresa de mídia e pesquisas B2B para o mercado de telecomunicações na América Latina e Caribe.

Índice de conectividade nas empresas

O estudo também analisou o grau de adoção, assimilação e uso de novas tecnologias e mobilidade nas empresas brasileiras. O Brasil obteve 30.30 do total de 100 pontos no QuISI Empresas. O estudo revela que 83% das empresas no Brasil estão conectadas à Internet. Considerando somente as empresas com mais de 10 funcionários esse índice chega a 98%.

O estudo revela ainda que 64% dos funcionários das empresas conectadas usam a internet, 21% dos funcionários usam o smartphone como ferramenta de trabalho, e apenas 4% usam um tablet conectado como ferramenta de trabalho. As empresas usam as redes sociais, mas ainda menos da metade aproveitam o potencial mercadológico dessas mídias. Cerca de 44% das companhias têm um perfil ativo nas redes sociais, enquanto 45% têm um website.

O uso de celular também foi pesquisado. Entre 15% e 20% das empresas usam algum aplicativo específico. O uso da nuvem é maior. aproximadamente 26% das empresas conectadas à internet usam ao menos um aplicativo em nuvem. Neste caso, os serviços mais usados são os de armazenamento online, como o Dropbox.

Na área comercial, somente 34% das empresas conectadas realizam transações financeiras usando a internet, 9% oferecem opções de e-commerce (próprio ou por meio de plataformas terceirizadas), e 69% realizam transações governamentais pela internet.

Para o restante de 2014 e todo 2015, o estudo prevê aumento da mobilidade no setor corporativo, com 24% das empresas conectadas que não usam smartphones expressando intenção de incorporá-los no período. A vontade de usar tablet é pouco maior: 26% das empresas que não adotam o aparelho pretendem incorporá-lo às rotinas.

A nuvem deve começar a ser usada por 14% das empresas. Os entrevistados também afirmaram intenção de aumentar a quantidade de transações feitas online: 15% das empresas que não usam internet banking pretendem incorporar o hábito até o final de 2015, enquanto 10% das companhias que não fazem transações financeiras pela rede pretendem começar.

Anterior Presidente da Claro afirma que AT&T "deve tomar as decisões necessárias para cumprir as leis brasileiras".
Próximos Com poucas novas habilitações, Brasil chega a abril com 273,6 milhões de celulares ativos.