Brasil é líder na AL em frequência para celular, mas está abaixo do que sugere UIT.


Conforme o 4americas, o Brasil é, entre os países da América Latina, o que possui a maior quantidade frequência para a telefonia celular, embora ainda esteja bem aquém do recomendado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), que aponta para a necessidade de 1300 MHz para os países em desenvolvimento até 2015.  Ainda sem considerar o recente leilão de 700 MHz realizado pela Anatel,  José Otero, diretor para América Latina e Caribe da entidade aponta que o Brasil já tem disponível 508 MHz, 39% do que seria recomendável. Se considerado o leilão de 700 MHz, do mês passado, quando foi arrematado por três operadoras nacionais e uma regional,  a destinação de espectro para telecom no Brasil aumenta para 583 MHz, mais de 40% do recomendado.

Francisco Soares, diretor de relações governamentais da Qualcomm, observa que a frequência para a 4G alocada no Brasil  chega a ser até maior do que a disponível nos Estados Unidos. A Argentina está quase na lanterna, com apenas 190 Mhz, 15% do que seria necessário,  destinados para a telefonia celular. E é por isto que o resultado do leilão de 700 MNHz aberto no mês passado e que deverá se concluído este mês conta com a participação de quatro operadoras está sendo aguardado com muita atenção.

Conforme Vicki Livingston, chefe da comunicação e relações com analistas da 4G Americas, o consumo de dados crescerá mil vezes entre os anos de 2022 a 2026 e a América Latina terá em 2019 89 milhões de conexões LTE. A tecnologia GSM de segunda geração tem caído na região: eram 73% os celulares de 2G  no ano passado e agora representa 62%, sendo substituídos pelas redes de terceira geração HSPA e pela LTE, que tem apenas 6 milhões de conexões

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