Brasil, campeão da burocracia.


Uma operadora de telefonia móvel resolveu fazer um minucioso estudo sobre o tratamento conferido por cada um dos países onde atua, nas áreas fiscal, regulatória e legal. Os primeiros resultados apontam para um Brasil excessivamente burocratizado, com grau de intervenção estatal muito maior do que em qualquer outro país da região. Na área fiscal, a …

Uma operadora de telefonia móvel resolveu fazer um minucioso estudo sobre o tratamento conferido por cada um dos países onde atua, nas áreas fiscal, regulatória e legal. Os primeiros resultados apontam para um Brasil excessivamente burocratizado, com grau de intervenção estatal muito maior do que em qualquer outro país da região.

Na área fiscal, a empresa constatou que, para cumprir as legislações fiscais e tributárias existentes (federal, estaduais e municipais), acompanhar todas as exceções, preencher todos os documentos de arrecadação obrigatórios, e dar os tratamentos diferenciados estabelecidos pelas diferentes regras, ela é obrigada a cumprir 115 mil procedimentos diferentes. Na vizinha Argentina, são 12 mil. No Chile, 700.

Mesmo na área regulatória, a intervenção é demasiada. Embora a telefonia móvel seja considerada, no Brasil, um serviço privado (ou seja, teoricamente não regulado), a empresa somou nada menos do que 90 regulamentos da Anatel que afetam a sua prestação de serviços. No Chile, não passam de quatro. Para executivo da empresa, essas distorções afugentam investimentos no setor. “Apesar de os números da macro-economia brasileira serem tão positivos – nunca o risco país esteve tão baixo –, e haver dinheiro sobrando no mercado internacional, nenhuma empresa nova quer vir para cá. O Brasil precisa se integrar ao ciclo econômico mundial”, alerta.

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