Brascan prevê boa geração de caixa para fixas em 2006


Depois de um ano de 2005 pautado por importantes definições regulatórias, especialmente no tocante à definição do IST (Índice Setorial de Telecomunicações), conversão na tarifação pulso-minuto e a regulamentação do AICE, a corretora Brascan prevê um 2006 mais estável para o setor de telefonia fixa. “Há uma evidente redução do risco regulatório para o ano …

Depois de um ano de 2005 pautado por importantes definições regulatórias, especialmente no tocante à definição do IST (Índice Setorial de Telecomunicações), conversão na tarifação pulso-minuto e a regulamentação do AICE, a corretora Brascan prevê um 2006 mais estável para o setor de telefonia fixa.

“Há uma evidente redução do risco regulatório para o ano de 2006 e as empresas deverão continuar sendo ótimas geradoras de caixa”, comenta o analista Felipe Cunha, hoje, 2, em relatório.

Por outro lado, o setor carece de maior apelo de crescimento, segundo a análise de Cunha. No nicho de voz fixa, a própria Brasil Telecom estima redução de receita no ano de 2006. Este cenário tem sustentação inclusive em um baixíssimo reajuste de tarifas previsto para meados de 2006, a contemplar 7 meses de IGP-DI e 5 meses de IST (Índice Setorial de Telecomunicações), especialmente este último vinculado ao IPCA. Nos 6 meses de IGP-DI disponível para o período, há deflação acumulada de –0,8%. “Esta situação nos faz apostar em uma correção de tarifas de tão somente cerca de 2,0% para o próximo período.”  prevê Felipe Cunha.

Tráfego
Adicionalmente, a tendência de redução no tráfego local e de longa distância deverá se manter especialmente pelo avanço da banda larga e do próprio desvio de tráfego para os terminais móveis, acredita a corretora. Outro risco no tocante ao tráfego é relativo a uma eventual mudança no padrão de consumo em 2006 advindo na conversão na tarifação pulso-minuto, pois os clientes heavy users (de mais de três minutos) passarão a pagar relativamente mais caro.

Por fim, a planta de telefonia não deverá sofrer elevação considerável. “Não consideramos os preços finais propostos para AICE/telefone social competitivos especialmente diante do terminal pré-pago”, analisa Felipe Cunha.  “Os valores ventilados de cerca de R$ 20 mensais com impostos e habilitação em linha com o Plano Básico não são tão atrativos, o que nos faz crer que a penetração de telefonia fixa possa subir muito pouco no próximo ano, permanecendo em torno de 22%.”

Celulares

Os outros motores de crescimento das empresas de telefonia fixa, tais como o nicho de celular e dados deverão continuar apresentando crescimento substanciais, segundo a Brascan. A corretora estima  possibilidade de aumento de praticamente 20% da base de celulares no país, com uma desaceleração no ritmo de subsídios fornecidos ao cliente pré-pago e melhorando a rentabilidade das móveis, muito embora impere o ceticismo na possibilidade de reajuste da VU-M e no próprio crescimento substancial da participação da receita de dados no total do faturamento. Há ainda uma elevação esperada de churn no nicho pós-pago tendo em vista os maiores esforços das operadoras direcionados para os clientes high end.  

No nicho de dados, especialmente para os acessos ADSL, a expectativa é de um crescimento da base em torno de 20%, com importante foco no avanço da penetração sobre a classe B, e as próprias estratégias de upselling serão importantes. Pesa, contudo, a baixa participação ainda deste segmento na receita total das operadoras, pois 80% da receita das operadoras ainda advém dos serviços tradicionais de telefonia fixa.  (Da Redação)

Anterior Brasil Telecom entrega cumprimento de metas de 2005
Próximos Espanhola AFINA abre base em São Paulo