Bondholders reiteram plano de recuperação para a Oi


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Os credores da Oi reunidos pela G5/Evercore, Moelis e FTI Consulting (que representa agências de investimento estrangeiras) apresentaram mais detalhes da sua proposta de plano de recuperação da operadora. Pelos termos apresentados hoje, 02, pedem troca de R$ 26,1 bilhões de dívidas em 88% do capital do Grupo Oi. Se comprometem a injetar, ainda, R$ 3 bilhões na empresa e sugerem a realização de uma oferta de pública de mais R$ 3 bilhões – este último, ponto que não haviam sido cogitados em agosto.

O grupo de credores reforça, em nota, a tese de que, na assembleia de credores a ser realiza pela Oi em 23 de outubro, teriam maioria dos votos caso a Anatel se abstenha ou vote contra a proposta da operadora. Confira, abaixo, detalhes dos termos divulgados hoje:

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  • O Termo de Reestruturação baseia-se em uma série de princípios fundamentais que são essenciais para uma reestruturação bem-sucedida e viabilidade de longo prazo do Grupo Oi, incluindo:
    – Oferece plano(s) homologável(is) que tem o apoio de credores com pelo menos R$ 22 bilhões em créditos quirografários.
    – Oferece mais de R$ 26,1 bilhões em redução de dívida, com a conversão deste montante de bonds em 88% do capital do Grupo Oi, resultando em desalavancagem material do balanço patrimonial. Dos R$ 32,4 bilhões de bonds devidos, apenas R$ 6,3 bilhões serão reestruturados a partir da emissão de novos bonds.
    – Estabelece a estrutura ideal para uma reestruturação e recapitalização rápidas e bem-sucedidas do Grupo Oi, evitando litígios contínuos e prolongados e riscos de implementação presentes nas propostas anteriores apresentadas pelo Grupo Oi.
    – Aborda questões estruturais de governança do Grupo Oi, agregando independência e transparência.
    – Contempla uma capitalização significativamente alta de R$ 29,1 bilhões, incluindo um comprometimento de injeção de capital novo no valor de R$ 3 bilhões por meio de uma oferta pública. Garante o investimento de R$ 3 bilhões por meio de garantias conferidas por diversos bondholders.
  • Proporciona aos atuais acionistas e bondholders que estão convertendo os créditos em ações a oportunidade de participar da oferta de dinheiro novo.
  • Contempla tratamento equivalente a todos os credores financeiros da mesma classe e tratamento pari passu a todos os bondholders com base na lista de credores.
  • Proporciona plano de negócios totalmente financiado que prevê investimentos em torno de R$ 6,5 bilhões por ano, representando um aumento de 30% em relação aos níveis atuais.

A divulgação acontece pouco tempo após da notícia de que Ricardo Malavazi, CFO da Oi, renunciou ao cargo.

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