Bolsonaro dá “ok” para estudo da privatização dos Correios


Presidente cita rombo no Postalis (fundo de pensão) e mensalão para justificar a venda. Os Correios tem 115 mil funcionários e 12 mil agências. O mercado mais competitivo – o de encomendas – é livre, não sujeito ao monopólio.

O presidente Jair Bolsonaro, por meio do Twitter, anunciou que deu aval para elaboração dos estudos para privatizar os Correios.  “Temos que rememorar para a população o seu fundo de pensão. A empresa foi o início do foco de corrupção com o mensalão, deflagrando o governo mais corrupto da história. Com o Foro de SP destruíram tudo(sic) nome da Pátria Bolivariana”, postou.

A privatização dos Correios já vinha sendo cogitada desde o governo Temer,  devido a prejuízos amargados pela empresa. Mas a venda foi descartada, depois de resultados positivos.

Os Correios têm monopólio para emissão de selos e serviços postais de correspondências que contenham informação de interesse específico do destinatário de qualquer natureza, incluindo a comercial. Mas as atividades que hoje garantem mais recursos, como entrega de encomendas, são submetidas à competição

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Os Correios têm cerca de 115 mil funcionários em todo o país, limite autorizado pelo então Ministério do Planejamento, distribuídos em cerca de 12 mil agências em todo o país. A empresa fez vários programas de demissões voluntárias e fechou mais de 500 agências.

Além da redução das receitas, o Postalis (fundo previdenciário dos funcionários dos Correios) teve rombo de R$ 8 bilhões, por irregularidades e má gestão de diferentes governos.

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