BNDES reduz juros da linha de capital de giro para PMEs


Margarida-BaptistaPara compensar o fim do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) que foi suspenso a partir de janeiro deste ano, o BNDES reduziu, em março, os juros do Progeren, linha para capital de giro das empresas. No caso das pequenas e médias empresas, os juros caíram de 100% para 75% da taxa Selic. Para as médias empresas, a redução foi de 100% para 90%; e as grandes empresas vão continuar pagando 100% da Selic. “O banco fez essa readequação, definindo condições menos restritivas”, informou Margarida Baptista, assessora da presidência do BNDES, ao participar do debate sobre políticas públicas para banda larga no evento Provedores Regionais Nordeste, que se realiza hoje em Fortaleza (CE).

Na remodelação da linha Progeren, a taxa de remuneração do banco também foi revista. Para as pequenas e médias empresas é de 0,5% ao ano; de 1,4%, para médias empresas; e 2,5% para grandes empresas. Com a taxa do banco repassador dos recursos, a linha Progeren para PMEs sai em média por 1,28% ao mês. O acesso ao capital de giro a um custo mais barato é uma das reivindicações recorrentes dos provedores regionais de internet e serviços de telecomunicações, a maioria deles constituída por pequenas empresas com até 2 mil usuários.

Em sua apresentação, Margarida falou do peso das PMEs dos recursos liberados pelo BNDES. No ano passado elas responderam por 48% do total de R$ 136 bilhões de empréstimos, ficando as grandes empresas com os 52% restantes. E informou que dos fundos de capitalização dos quais o BNDES participa, há três que têm adequação ao perfil dos provedores regionais: Fundo Avanti, que tem como gestor a Contrapar, para empresas entre R$ 12 milhões e R$ 50 milhões de faturamento; o Capital Tech II, gerido pelo InvesTech, para empresa com faturamento de menos de R$ 150 milhões; P2 Brasil Infraestrutura III, que tem como gestor o Pátria, para grandes empresas.

O evento Provedores Regionais Nordeste, promovido pela Bit Social, tem como patrocinadores BNDES, Fibracem, Furukawa, Mob e Telebras, com apoio institucional da Abrint e da Momento Editorial.

Anterior Anatel aprova redução de assinatura básica da Sercomtel
Próximos Verizon vende US$ 10,5 bi em ativos nos EUA