Bernardo trabalhará em cima dos custos das empresas para baixar preço da banda larga


 

  As entidades representativas dos pequenos provedores de internet se comprometeram, nesta terça-feira (11), com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a entregar a planilha de custos das empresas e uma lista com as dificuldades que enfrentam para oferecer o acesso à internet a um custo abaixo dos R$ 60 em média praticados hoje para o consumidor final. A disposição do ministro é ajudar no que for possível para que o preço-meta do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), de R$ 35 mensais a velocidade de 512 Kbps, possa ser atendido e até reduzido.
 
Bernardo disse que os pequenos provedores se queixaram da falta de acesso a financiamentos, em função das dificuldades em apresentar garantias reais; o custo variável do aluguel de poste para cabeamento, que oscila entre R$ 2,5 e R$ 9 a depender da distribuidora de energia; do custo alto praticado pelos bancos para fornecer os boletos de cobrança; e até do preço do link proposto pela Telebrás, de R$ 230 por 1 Mbps no atacado, que está acima do preço ofertado por algumas operadoras, que pode chegar a R$ 190 o mega. “Não estamos aqui para resolver os problemas dos provedores nem fazer filantropia, mas assegurar com todos os setores envolvidos no PNBL, que o acesso a banda larga chegue ao consumidor final ao preço sugerido, porque garantirá a massificação do serviço”, adiantou o ministro.

O ministro das Comunicações disse que solicitará planilhas de custos a todos os outros segmentos envolvidos no plano e que serão ouvidos ainda este mês, de forma a ter uma visão geral e possa traçar metas coordenadas das ações para a efetiva implantação do PNBL. Ele prevê que a proposta de ação esteja concluída até maio. Sobre o custo do link, Bernardo assegurou que a situação apresentada pelos provedores será passada para o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, para nova avaliação.

Financiamento

O ministro também se comprometeu a continuar as conversas com o BNDES, iniciadas durante o ano passado, no sentido de assegurar o acesso ao crédito para os pequenos provedores. Uma das possibilidades que está sendo estudada é a inclusão do  Cartão BNDES no Fundo Garantidor de Investimento (FGI), já existente no banco mas que só atende a capital de giro. Nesse caso, seria criado um programa específico para o PNBL. Outra opção é a Telebrás entrar como associada dos pequenos provedores.

Outra disposição do ministro é negociar com os governos estaduais a incidência do ICMS no serviço de banda larga. Segundo ele, já há manifestação de governadores em reduzir esse imposto, como é o caso da Bahia e do Espírito Santo. “Nós vamos arregaçar as mangas e trabalhar para cumprir a tarefa dada pela presidente Dilma Rousseff, de massificar a banda larga”, completou.

Participaram da reunião com o ministro os presidentes da Abranet, Eduardo Parajo, da GlobalInfo, Magdiel Santos; da Anid, Percival Henriques; e da Abrint, Cesar Canavezzi.

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