Bernardo quer reduzir tarifa de roaming internacional


O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (10) que está conversando com a Anatel para reduzir as tarifas de roaming internacional, cobradas pelas operadoras quando o cliente está fora o país, ou quando estrangeiros estão no país, especialmente para os pacotes de dados, que têm preços “exorbitantes”. “A agência está estudando como regular essa questão, mas sabemos que não depende só do governo brasileiro, depende da adesão de outros países e das operadoras”, disse. 

Bernardo, que falou hoje na conferência TI e Telecom na Copa e Olimpíadas, disse que esse é um dos desafios da sua área para esses grandes eventos. “É preciso facilitar o acesso às telecomunicações para quem vem de fora e tentar fazer o mesmo para os brasileiros que vão para o exterior”, disse. Ele reclamou dos preços que teve que pagar em suas últimas viagens, como na Argentina e na Coreia.

Para o ministro, a única explicação para preços tão altos de roaming internacional é que tem gente que paga. “Nós temos que negociar com as empresas. Todas as medidas que o governo tem adotado significam melhoras para os ambientes de negócios para as operadoras. É importante a gente trabalhar para que haja contrapartida nesse aspecto”, disse.

Redes

Paulo Bernardo disse que o compromisso do governo com a Fifa para a Copa de 2014 é ligar todos os estádios que serão usados na competição com rede de alta capacidade, capaz de suportar velocidade de 20 Gbps. A essa rede, que deverá ter redundância, serão ligados os centros de imprensa e de organização do evento, além dos 32 campos de treinamento das seleções.

Segundo o ministro, o Brasil já conta com boa parte dessa infraestrutura, mas adiantou que a Anatel está fazendo um levantamento de toda a situação, para apontar onde ainda existem fragilidade e se há necessidade de investimentos. Caso haja, disse Bernardo, esses investimentos serão feitos por meio da Telebras. “Para isso, a presidente Dilma Rousseff já autorizou gastos de R$ 200 milhões para que a estatal complete sua rede nas 12 cidades-sede da Copa”, adiantou.

Bernardo reafirmou que o governo não investirá na operadora oficial do evento, que é a Oi. “A Telebras terá a sua rede e alugará capacidade para os interessados”, disse. Ele afirmou que essa rede ficará como legado para as cidades e servirá para acelerar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

A Conferência TI e Telecom na Copa e Olimpíadas é uma promoção do IDC Brasil e da Brasscom.

Anterior Apple torna-se a empresa mais valiosa do mundo
Próximos Portaria pode tornar obrigatório uso do Ginga em televisores